Está uma noite escura e fria
E para quem há pouco se ria
Começo a ficar com medo
Mas chego a casa e a calmaria
Contrasta com o que antes sentia
A neura hoje passa-me cedo
Ajuda ver na mesa a manteiga
Com a faca gentil e meiga
Digo isto porque não é afiada
Meigo é mais o lacticínio
Barra-se no pão, com o vaticínio
De encher o bucho, não dizer nada
Não diz nada nem comenta
Mas que bela ferramenta
De usufruir pela cozinha
Para uma mulher me satisfazer
Antes tenho que sofrer
E nunca a deixar sozinha
Já estou com a dita dura
E ela na sua literatura
Mal eu sabia que ela lia
Meu Deus, que raio de tortura
Não vai passar de uma noite escura
E agora ainda mais fria.