quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

um excerto de um caderninho

"(...)
Se tenho que me esforçar não vale a pena.
E infelizmente é assim que eu penso acerca de tudo na vida.
Era bom conhecer uma rapariga e olharmos um para o outro em simultâneo, só para depois tirarmos os olhos um do outro.
Só para olhar timidamente outra vez e sorrir como se tivesse havido algum significado naquela situação.
Isto porque teve.
Teve todo o significado.
Se um de nós tivesse coragem para iniciar um diálogo com o outro, talvez fôssemos conhecer a nossa alma gémea.
Se tal coisa existe.
Porque íamos ter tudo em comum.
Menos um pormenor.
Um pormenor que apesar de não conseguir definir, talvez consiga quantificar.
Demasiado.
Esse pormenor irritaria um de nós de tal forma, que um "foi um prazer conhecer-te, vemo-nos um dia" estaria a disfarçar um "odeio-te por causa disso", que seria efetivamente um "odeio-me por te odiar por causa disso.
Ou então não íamos ter assim tanto em comum, mas íamos continuar a ter aqueles olhares e sorrisinhos contínuos, que quando pensássemos em apaixonar-nos um pelo outro já estaria demasiado implícito nesta história que isso ia acontecer.
Já estava desde o início da história.
E chegaríamos a casa nesse mesmo dia e olharíamos para o céu através de uma janela qualquer para ver que alguma coisa que faltava, de repente já não falta.
E só agora nos apercebíamos que faltara essa coisa anteriormente.
Ou outra metáfora qualquer para dizer que o amor existe.
(...)"

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

no, no

Isto costuma estar em Verdana?
Parece-me grande demais
Será Georgia?
Também é estranho
Vou experimentar o Verdana
Mas mais pequeno
Parece-me bem, mas não tenho a certeza
Quer dizer, o Arial é o mais comum
Talvez normal já fique bem
Não-me parece
Vou então por o Verdana mais pequeno
Sempre gostei do Verdana

Anyways

Há pessoas que não aprecio
Porquê? Não sei
É mais provável ser mesquinhice minha
Que atitudes dessas pessoas
Porque se for a pensar bem
Essa gente nunca me fez nada de mal
Nunca falou mal de mim
E até são simpáticos comigo

Se calhar são simpáticos
Do mesmo modo que os maus das séries
São simpáticos
E assim os vejo
Por ver muitas séries
Interpreto-os como sendo maus
Nem sei em que perspetiva

E depois há gente que aprecio
Apesar de nem conhecer bem essa gente
Quer dizer
Apesar de não conhecer essa gente
Vejo-os a pôr coisas com que me identifico
No facebook ou no tuíter
E penso que era engraçado que fôssemos amigos
Para partilhar-mos coisas
E rirmos até à exaustão

Porque não?
Porque para mim a vida só tem sentido
Se for passada a rir
Chorar só faz sentido
Quando não há mais nada a fazer sentido
Mas para tudo o resto
O meu destino é rir, ou só sorrir
E cair no chão a rebolar

Como rebolam os meus pensamentos
Algures no meu cérebro
Mais à frente, ou mais atrás
Mas estão lá todos, de certeza
E quase sempre tento tirá-los de lá
Para darem uma volta, espairecer
Tento fazer isso aqui
Mas também há alguns que oprimo

Pensamentos de raiva desnecessários

Estava-me agora a apetecer fazer uma lista de pensamentos e talvez mais coisas nos 7 versos seguintes e noutras estrofes que viriam, mas estou com sono e está-me a apetecer dizer que tenho um post novo
Por isso Deixo-vos com mais umas 4 fontes

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A Saga do Cálculo Infernal - Episódio 2 - O Confronto

Esqueci o aquecimento
Fraquejei
Pensava que tinha tempo
Mas mal tentei
Neste momento sinto-me
Um sacana sem lei
Mas sem metade da força
Ainda por cima engordei

Subestimei-te tanto
Ó deusa ancestral
Sobrestimei-me a mim
Menos que mero mortal
Espero ter a humildade
Para encarar força tal
Daqui a 365 dias
Quem sabe, na época normal

De qualquer modo
Apesar de não estar pronto
Vamos por uma vírgula
No que devia ser um ponto
Com sorte acaba tudo
E dará origem a um conto
De qualquer modo venha ele
Venha então o confronto