Não me chega a ventoinha
Para dizimar o calor
Não me chega a caminha
Se ela é um exsicador
Se me falta ar nos pulmões
Não há medida a tomar
Se dispo os calções
Para me ir refrescar
Não penso, não tomo decisões
Ou julgo que não estou a pensar
Mas não tenho intenções
De voltar a inspirar
Se transpiro tanto, tudo
Fico na mesma, indiferente
Faço disso o meu escudo
Contra tanta, toda a gente
Fico em casa, destilaria
Contribuo para a percentagem
De pessoas cheias de atrofia
Mas com excesso de bagagem
Passa um e outro dia
E persisto na viagem
Da moleza dura e fria
Sem do tempo fazer triagem
Estar em pé ou estar deitado
Já nem sequer sei a diferença
Agora até me passa ao lado
A interna dor intensa
Não fico preeocupado
De tu não estares propensa
Espero não ficar neste estado
Durante uma temporada extensa
Não me chega a ventoinha
Para dizimar o calor
Mas dá-me algo que eu não tinha
O vazio de não ter dor