segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Vale de Figueira

Faço mais um post cujo título é uma estação
Afinal de contas não podia estar mais estacionário
Leva-me o comboio sem destino
Sofro por passá-lo a pente fino
Ou por causa do horário

Relativamente à primeira causa
Espero fazer-me entender
Sei que já era habitual
Penar por ver donzelas
Levar só a memória delas comigo para casa
A segunda causa é óbvia
Não só me levantei cedo
(Devo ser doido
E de mim devia ter medo)
Como me deitei tarde
E apesar do café
Relaxo infinitivamente onde paro

Só não durmo por ter tanta paisagem
De um lado e do outro
Do de dentro e do de fora
Sofro menos do que regozijo

Deprimido não fico decerto
Aguento a leve pena
Levo na cabeça a festa
Vai melhor do que esta
A ver se chego lá a horas