segunda-feira, 31 de maio de 2010

Se sonetos são só sete sei sem saber se sou sábio

Já não sei o que fazer
Não se isto vai sair da cepa torta
Não sei se consigo sobreviver
Antes de ser aberta outra porta

Já faltou mais

O Português, o Inglês e até o Esperanto
Falta pouco mas não sei se aguento
O Esperanto não, minto
Para o Esperanto nem estou pronto
Já não penso assim tanto
Estou a diminuir o meu contentamento
Isto não vai lá nem com bagaço nem vinho tinto
Ao menos se houvesse realmente soma
Isso qualquer um toma
E por ele passaria mais oxigénio
Que por um estoma
Já não sou um poeta nem um génio
Já estou completamente tonto
E neste poema ponho ponto
.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Epá, apeteceu-me...

Que qualidade é que uma vuvuzela tem?
Não é com isto que ganhamos o Mundial
Mas sim com gajas boas a apoiar
Que apesar da nossa confiança melhorar
É por elas que as vezes um homem
fica pior que mal.

Dêem vocês um título.

Ainda bem que acabei
E nunca mais lá voltei

Agora é diferente
Já são robôs, não são gente

Estão todos viciados
E nunca sabemos quem lança os dados

Enquanto o fazia não pensava
Mas já pensei menos e nem amava

Eu até gostei
Mas ainda bem que parei

Nem tudo foi em vão
Porque penso que sim mas acho que não

sábado, 22 de maio de 2010

Então e os Anaquim que vêm a Torres Novas?

Antigamente era diferente
Hoje já não faz diferença
Quer seja ou só pareça
Agora tudo se faz rapidamente

A mentira é feita subtilmente
A sinceridade está sempre tensa
Não há momento que vença
Está e estará sempre ausente

O que foi o ontem?
O que é o hoje?
O que será o amanhã?

Embora as flores ainda despontem
Os bons tempos vão lá longe
E a busca da verdade será sempre vã

terça-feira, 18 de maio de 2010

dezanove vírgula oito...

Vale a pena isto tudo?
Vale a pena a vida em si?
Quer comece em dó, ré ou mi
Ou com alguém a bater palmas, porque é mudo

Ou alguém com um bigode farfalhudo
Como um homem que eu um dia vi
Olhou para mim de lado quando me ri
Não deve saber o que é o Entrudo

Rafiki, esse é que era bom
Apesar de ser só uma personagem
é melhor que muita gente

Mas não é de bom tom
Ficar preso a uma imagem
É melhor cantar algo diferente

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Tava eu e o Diogo Vasconcelos à porta do Instituto...

Era um galho preso na porta
Quando se abria não saía
Ou pelo menos parecia
Um galho de uma árvore morta

A árvore já estava torta
Mas nunca caía
O homem não traía
Mas o homem agora corta

O homem era o galho
A mulher era a fechadura
Ficarem juntos, a pena não valeu

O homem era um mangalho
A mulher tinha a cabeça dura
E o miúdo era eu

sábado, 15 de maio de 2010

Eu não tenho a certeza se tu és a alegria ou se és a tristeza

Afinal às 20:00 os sonetos não porei
Porque pode-me apetecer por depois ou antes
Estórias sobre pessoas e os seus amantes
Ou sobre um castelo e o seu rei

Mas assim tão medieval não serei
Também não falarei de infantes
Desculpem falar de termos medievais, mas não arranjei nada para rimar com antes
E pôr mais que um soneto por dia eu também poderei

Este soneto foi mesmo estúpido
Intrigante
Aleatoriamente efectuado

Foi insípido
Deveras repugnante
E até a mim provoca enfado :/

sexta-feira, 14 de maio de 2010

...e a minha vida parou na letra S

Era uma vez um menino
Leonardo era como se chamava
Ele podia, mas não tentava
Porque não tem lá muito tino

De corpo, não é lá muito fino
Mas mai novo andebol jogava
Depois, trompete e guitarra tocava
Mas consegue fazer o pino

Ele quis fazer um blog
Com aquilo a que ele chamava pseudo-sonetos
porque não tinham a métrica certa

Todos os dias terá que fazer log
In, porque apesar destes versos se terem tornado obsoletos
Ele vai po-los aqui diariamente, às 20:00 (e não às 8, como diria a Juu xD) mais coisa menos coisa, quando a fome aperta.