quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A Minha Radioastronomia

Um algo desvendável
Não sei ver à primeira

O redor do que está em redor
Está muito longe
Muito longe para quem quer
mas demasiado perto para quem precisa

Eu quero
Não querer
Mas não preciso
De que serve
Não querer?

Merda de poemas iguais
Merda de pessoa igual que eu sou
Merda de sofrimento igual
Merda, não evoluo.

Merda, digo asneiras
Merda, sinto o que não quero sentir
Merda, o meu cérebro tem livre-arbítrio
Merda, sou insensível porque disse o cérebro e não o coração

Merda, Vos Estis Sal Terrae
Merda, Este blogue é um sermão de Santo António aos Peixes
Merda, Vos Nescitis Quidquam
Merda, não sei nada sobre nada

Merda, tenho sorte ao jogo quando não quero ter sorte
Merda, tenho azar ao amor quando não quero ter azar
Merda, mas do que é que eu preciso?

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