segunda-feira, 11 de abril de 2011
Não sei, o criacionismo
Podia dizer que os teus olhos eram planetas, que eram o mar, que eram tudo e nada. Que eram dois pirilampos que sobressaem no meio da noite, principalmente quando está de dia. Podia dizer que eram um jardim, que eram flores ou que eram só pétalas. Mas porque é que haveria de dizer isso, se eles são, efectivamente, olhos. Apenas olhos. E é preciso serem mais do que isso? Serem olhos é o bastante para que sempre que os vejo sustenho a respiração involuntariamente durante uma eternidade. Uma eternidade que dura demasiado tempo e acaba demasiado cedo e quando me apercebo os olhos já se fecharam. Os teus e os meus. Mas os meus já não se querem abrir porque fechados mantêm a imagem dos teus abertos. E se os meus se abrirem e virem os teus fechados, nunca mais se recordarão deles abertos. Mas são só olhos, não é? Desculpem se vi demasiado.
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Digo-te Leo.
ResponderEliminarEste texto está excelente.
adorei leo
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