quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Acabaram as férias, ao menos alguma coisa que acaba
Não vou dizer que és a mulher da minha vida porque a minha vida começou ontem e espero que comece muitas vezes mais e suponho que ainda tenho no mínimo mais alguma vida para viver. Daí, não posso garantir que te vou amar amanhã como amo hoje. Nem posso sequer garantir se te vou continuar a amar daqui a um quarto de hora. No entanto a minha vida não começou ontem, era uma espécie de recurso estilístico que eu não sei sequer se é um recurso estilístico, talvez não seja, no qual eu digo que a minha vida começou ontem apesar de não ter começado porque podem ver que consigo escrever e verbalizar uma ou outra emoção e se eu tivesse nascido ontem não conseguiria fazer isso. Digo que nasci ontem porque uma nova vida começou, a minha ducentésima quinquagésima terceira vida, quando o meu olhar cruzou o teu pela ducentésima quiquagésima terceira vez e o teu olhar penetrou-me e hipnotizou-me pela ducentésima quinquagésima terceira vez. Não te posso garantir uma vida feliz, uns anos confortáveis, uns dias apaixonados, ou uns segundos minimamente aprazíveis. Só posso dizer que por mais que eu queira ter querido tirar os teus olhos da minha mente não consigo, não quero e obviamente isso não aconteceu. Infelizmente, porque até gostava de seguir em frente ou sequer seguir para algo lado que não para a direção onde tu te encontras, considerando que a minha relação contigo não é mais que pouco relativamente ao que eu desejava que fosse, mas felizmente devido a uma razão que desconheço e até talvez nem exista. O problema é que a única coisa que faço desde ontem é ansiar pela ducentésima quinquagésima quarta vez.
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