São oito horas e cinquenta minutos
Morro um bocadinho
Nunca cheguei a perceber como se escrevia
Cincoenta ou cinquenta
A segunda parece-me melhor
Mas o que nunca parece melhor
É morrer aquele tal bocadinho
Morrer que morro sempre
Mas já nem morro muito
Pelo menos tanto como morria
Pergunto-me se vale a pena
Respondo-me que não
Pois não era realmente um pergunta retórica
Embora parecesse a priori
Este texto não tem jeito nenhum
Pelo menos despejo grafite para um papel
Despejando gritos para um papel
E depois despejando desinformação para a rede
Que nos atrai e assemelha
Valores entre entes queridos
Desconhecidos
Ás vezes queria ser toupeira
Para não ver
Ou só ver menos bem
E ser meia mosca
Uma mosca sem asas
Para não ouvir
E não voar muito alto
Nem sequer baixo
Enfim,
Uma criatura assinestética era o que queria ser
Era mais fácil sobreviver talvez
Era o que me cabia nisto a que chamo corpo.
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