quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Suponhamos

Como é suposto conseguir dormir com a chuva a bater-me no vidro?
Como é suposto conseguir dormir quando tu me cais assim de repente,
No cérebro,
Na cabeça,
Na mente?
Na conse

Como é suposto eu saber o que queres que eu diga?
Como é suposto conseguir acertar,
Completar as tuas frases,
Com mais que um ponto final?

Não é assim!
Pelo menos acho que não é assim,
Não sei quem faz estas regras...

Como é suposto eu sequer saber o que quero
Para o resto da vida,
Se não sei que filme quero ver agora,
Que livro quero ler agora?

Sei que te quero.
Às vezes.
Mas isso não é assim!

Tenho que querer dar mais.
Tenho que querer.
Já não quero.
Nem quero querer,
Nem quero crer.

Diz-lhe esta noite.
Diz-lhe esta noite, por amor de Deus!
Já não quero.

Timing é chato.

Suponhamos

Suponhamos que é tudo fácil,
Que eu posso sorrir ao pé de ti,
Que eu consigo sorrir ao pé de ti,
Que o que sai da minha boca é o que queres ouvir,
Que o que sai da minha boca é o que queres sentir,
Que não seja preciso sair algo da minha boca para estar tudo bem,
Que isto é mútuo,
E não triste.
Isto já não é nada,
Ou melhor, é nada.

Não nasci para isto
Acho que ainda não nasci para nada.

Sem comentários:

Enviar um comentário