Isto vai ser só um desabafo. Mas sobre nada concreto. Pode ter piada, nunca se sabe. Ou tem uma metáfora demasiado elaborada ou demasiado parva para vocês perceberem. Porque duvido que eu sequer perceba. Visto que me caiu na cabeça assim de repente. Rodeios são divertidos. Not. Cá vai.
Estão a ver, quando fritam batatas? Ficam assim crocantes, fáceis de partir e fazem "tru-tru" na vossa boca. Óptimas! Mas passando um tempo amolecem. Ficam aquele rijo e mole ao mesmo tempo que não tem piada nenhuma. Aquele rijo que não é rijo e aquele mole que custa a mastigar. Tipo antítese, e o caraças. Podem sempre refritá-las. Ficam um pouco mais escuritas mas voltam àquele estaladiço que faz com que comer batatas fritas não seja só um sabor delicioso como uma textura bestial. Paladar feat. tacto. Vá, and Pitbull.
Prosseguindo
Eu sou uma batata.
Lá estava eu plantado, na minha e aparece alguém que me descasca, corta-me aos cubos ou aos palitos, conforme o gosto, e põe-me em óleo a ferver. Eu começo a fritar. A quebrar cm facilidade. A ver a vida a passar mais rápido, a criar cenários ainda mais negativos que o presente, sem carpe diem para ninguém. Passado um tempo acalmo. Estou na boa, no relax. Estou molinho para o que me convém e rijo para o que for preciso. Aproveito os dias. Aproveito as horas. Aproveito os minutos perto de quem gosta de mim e de quem gosto. Porque estou no relax e estou lá bem. Não é ócio nem desleixo. É sorrir para a vida e ela piscar-me o olho. Depois alguém me mete a fritar outra vez. Mesmo que não seja de propósito. E esqueço o que me faz bem. E preocupo-me com nadas.
É isso.
Estou a começar a refritar. Não gosto, mas acho que não consigo evitar.
Por favor não me refritem.
Eu adoro-vos tenrinhos.