São folhas
Rasgadas
Cosidas
Mal coladas
Encadernadas
Raramente
Só sabe
Quem sente
Bem quente
O coração
Lembrando
A paixão
Do chão
Saí agora
Ao chão
Volto já
Milénios após
Nunca, tarde
Cedo é
Pouco se arde
Muito será
Se ficará
Sempre a pé
Ao pé das mãos
Os talheres
Cortam, ferem
As mulheres
Quer errem
Ou acertem
Erguem tudo
Assim do nada
E desparecem
Sem dizer nada
Fazem tudo
O que querem
Sem querer
São escolhas
Erradas
Comidas
Enlatadas
Estragadas
Assim, ausente
Não cabe
Na mente
Demente
Caixão
Enterrando
O perdão
Já são
Dez para a uma hora
Se são
Vem cá
Coisa atroz
Quando arde
Perde-se a fé
Nunca é tarde
A noite cairá
Não assim tão má
Pelo menos até
Chegarem os irmãos
E suas mulheres
Se os comerem
Não chegam os talheres
Quer eles ferrem
Ou despertem
Fico mudo
Sigo a estrada
Aparecem
Desorientada
É o Entrudo
Percorrem
Sem o fazer
Estou claramente aborrecido e/ou a ter sentimentos.