segunda-feira, 18 de março de 2013

Fazes falta, faço-te eu

Eu não o encontro
Porque ele não me encontra a mim
Não sei se haverá um dia o fim

Sei que será apenas
Quando não estiver à procura
Que se vai aclarar
A parte outrora escura

Excluindo a brancura
Busco aquilo que penetra
Mais aquilo que perfura
Não deixa marca visível
Mas um sabor irresistível

Nos lábios gretados
Molhados, salgados
Como na têvê, ou uma cena assim

Já me perdi, isto até estava a correr bem, acho eu.
Mas vá, vou tentar ser aleatório e rimar
E há-de haver um maluco daqui a 50 anos que diz que isto faz sentido.

Ter inveja de uma pessoa
Por ser quem não é
Seja quem seja
Boa pessoa não é

Aleija
Deixa culpa
Desculpa fruta
Pêra ameixa
Espera pela tua deixa

Deixa estar
Preciso de pensar
Em ter algum siso
Preciso de um largo sorriso
Amargo é o teu
Quem é que morreu?

De doença cardiovascular
Não te custa pensar
Se ele também pensa
Curas a tristeza
A beleza de amar
O amor aturas

Não tenho veia poética
Muito menos tenho a estética
Cheia de erros meio sintáticos
Sintéticos, são erros práticos

Na prática, é hoje que me estico
Raramente pratico assim
Foge que ainda te apanho
Nem que chores baba e ranho
Não deixo que saias de perto de mim

Fazes falta
Faço-te eu
Salta os dias que ele se esqueceu
De má companhia já sofri
Não foi por isso que desisti



́̚͝͠ ̷̧̢̛͖̤̟̺̫̗͚̗͖ͪ̏̔̔̒́ͥ̓ͫ̀ͤ̇ͥ ̡̊͛̇ ͫ̉ͦ̊̀̔ͧͮ͆̽ͦͩ͋̌͗̚̚҉̵͖̟ 

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