Estou perdido neste mundo
Que não só é meu como não
Que não só é mau como são
As pessoas na rua que olham de lado
Para quem fez tudo
Para não ter nada
Vida à rasca, mal passada
Menos na tasca, bem regada
Mal regada é a flor que brota
Por entre as pedras de uma calçada
Mesmo assim tem força, a marota
De aparecer onde não é chamada
E depois cortam-na
Sem dó nem piedade
Porque é a ré que assume a vontade
De ser onde não devia ser
Ser, existir
Morrer, dormir
Pertencer a algum lugar
Para acordar, arrepiar
Para abalar a fugir
Recordar, recortar
Partir é ficar
Se esquecer já é sumir
Em suma, concluo
Pena a da pobre cativa
O pior de uma flor estar murcha
É ainda estar viva.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
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