Isto não vai ser epopeia
No máximo será uma trama
Na qual sou única personagem
A efectuar a viagem
Não há cá conversa de cama
Com muita pena minha
O que fica para a história
É só a dor, não a glória
E uma ou outra paquiderme magrinha
Isto não é Mêda, bebé
Muito menos a Courtney Lavre
Uma mulher que em gomos se abre
E se esquece de quem é
Não sou psicólogo
Estou mais perto de animal
Tenho pena de haver ponto final
E não ter havido um prólogo
Mas agora mais a sério
O desalento começa a pairar
Quero manifestar contra os crimes
De não ter o amor como nos filmes
Nem o bisturi neste film noir
Mas se de repente tudo se move
Para o fim em alfama
Levanto-me da minha cama
Sou como os cães de Pavlov
Isto já nem fez muito sentido
Queria só prestar homenagem
A quem me faz fazer uma viagem
Com destino definido
Não pude sábado à tarde
Estou lá domingo à noite
Nem que por lá pernoite
Se for um pouco cobarde
Serei ninguém então
Já que ninguém pedia o encore
É pena é não saber de cor
As letras que vivem com consagração
damn tu és bom, congrats (:
ResponderEliminarahah, por acaso nem gostei muito deste. Mas obrigado :b
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