segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Suspender o suspense

Tantas vezes te imaginei
Só te devo ter visto agora
A mim não me deves nada
A ti devo-te o mundo
Se alguma vez chegar a hora

O teu cabelo que começa
Sempre onde deve começar
Só acaba onde tu queres
Fica bem assim
Não lhe toco para não estragar

Mas olho para ele, para ti
Ambos feitos para eu sorrir
O teu sorriso não sei adjectivar
Nunca o consegui imaginar
Quanto mais definir

Posso falar dos teus olhos
Mesmo sendo um cliché
São lindos, mesmo fechados
Questiono-me se estás a dormir
Ou se só pensas. Pensas em quê?

Será que tens frequência para a semana
E estudas a matéria na cabeça?
Não fazes tu senão bem
Estudar é importante
É bom que ninguém se esqueça

Chegamos aos Restauradores
Parece que é aqui sais
Por um lado é bom
Terei saudades, mas se aqui continuasses
Começava a descrever as tuas fossas nasais

E nem são nada de mais

Oh, desenvolturada rapariga aleatória do metropolitano
És tu quem faz de mim um ser humano
Começou agora a peça e já caiu o pano

Para a próxima, é nos Restauradores que eu saio
Não me chega olhar para ti de soslaio
E é assim que eu me distraio

Boa tarde.

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