Chorando por dentro
Que por fora é melhor não
Que estes sintomas que sinto
Significam regressão.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Chorando
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Aqueles sorrisos que são alguma coisa.
Do que pelo que está aqui à mão
Faz de mim triste, desenxabido
Sem sequer ter a noção
Ser irmão já não interessa
Amigo menos, muito menos
Ser par, somente par
Se alguém nos visse a dançar
Parto para outra sem chegar
À primeira efectivamente
Não há metas por cortar
Nem coração nem mão quente
Ousaria perguntar um dia
Um dia sem estar consciente
Se sou tão nada como és para mim
Tão nada que vejo tudo lá no fim
Fim da vida que contrasta
Com o fim do relacionamento
Não há fim, nada basta
Para arranjar o aquecimento
Aquecimento central
Coisas finas dos imóveis
Imóvel fico eu a passar ao teu lado
Imóvel por dentro, no cérebro, calado
Boa tarde, como tem passado?
Off topic, acho que estou a ficar velho, começo a aperceber-me que as pessoas que fazem vídeos para o youtube ou crónicas para jornais estão a expressar opinião. Não é verdade absoluta. Nem meio absoluta. Às vezes tenho opinião sobre as coisas, não sei.
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Há noites e noites
Estas noites
Odeio estas noites
Começam bem
A matar saudades
Com risos e olhares
E uma chuva de recordações
Eu vou no carro, tu vais naquele
Dantes íamos a pé, ou à boleia
Falamos do que acontece, o que muda
Dantes ríamos, e mantemos a tradição
Com a testerona que a Casa confere
E sem o estrógenio de outrora
Bebe-se porque sim, porque boi
E sinto que a noite já demora
Não há espaço no carro, tens que ir a penantes
Chego e mato mais saudades
E parece que está tudo como estava dantes
Apesar do aumento das idades
E tenho conversas que fazem sentido
Lembro-me de coisas que tinha esquecido
Coisas que devo ter arrumado na estante
Mas para quem importa é também importante
Faço novas amizades um pouco mais sérias
É pena que acabem já as férias
Por mim era disto sempre que saio
(mas cuidado com isso, sou propício ao desmaio)
Acaba a noite, matamos o bicho
Com comida sintética, desaparece a larica
E sentado, no quentinho, faço uma introspeção
Apesar da boa noite, nada disto me fica
Mesmo com risos, olhares, momentos faustosos
Sobremesas no fim da refeição, para os mais gulosos
Fica um vazio de emoções dentro de mim
Mesmo com o muito aguardado "long time, no see"
Mas não me levem a mal, percebam
Vocês são as pessoas que valem a pena
Disso tenho sempre a certeza
Fui eu que mudei, provavelmente
Eu que pensava que nunca aconteceria
Mas convenhamos, eu penso em demasia
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Valentino
Muitas vezes sextas à noite
Quando estou no meu lugar cativo
Na cama, a ver séries que nem gosto
Podia estar contigo
Podia estar noutro sítio
Mesmo sendo só amigo
Digo isto meio desolado
Que há bocado foi dia de ter namorada
Foi dia de estar num parque ou assim
Passear de mão dada
Ter uma alma gémea
Fêmea fofa, multimédia
E estar a ver séries giras
E fazer coisas sérias
Com o mínimo de comédia
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Muda que muda
Antes de esperar pela próxima
Aproveitar todas estas vantagens
Não pago mais por isso
O corpo paga
Com desconto
Estamos em época de saldos
Durante toda a existência
Nós é que não sabemos
Há isto tudo, há tanta coisa
E metade do dia nem pensamos
Nem fazemos
Ou pensamos e fazemos o que não importa
Nunca se desperta
Nunca desperta em nós
Aquilo
Aquilo que só muda depois de um filme
E dura uma semana
Tops
Aquilo que só muda depois de um livro
Faz-nos mudar
Depois acaba
Acaba por voltar ao mesmo
Mesma dormência
Não há ciência
Só eterna paciência
Para o que não vale a pena
E digo estas merdas enquanto vou intercalando com o facebook, lol. Hipocrisia, e tal. Faz o que eu digo, não faças o que eu faço, e tal. Porra.