sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Menos stress

Menos stress
Menos razões
Para preocupações
Menos fruta que apodrece

É conveniente que nunca se esqueça
Aquilo que nos arruina
Embora de certo modo permaneça
Escondido no meio da gelatina

Mas por lá também se encontra
A força que julgamos não ter
Pensar que estamos na descontra
E mesmo assim combater

São baby steps que nos levam longe
Quanto mais tempo caminharmos
Menos vontade de nos aninharmos

E roncar até ao meio-dia
E fazer aquilo que eu não queria
Requer menos esforço que aquilo que parecia

Não é com palmadas no rabo
Não é com palmadas nas costas
Que deixas aquilo que gostas
E aceitas, ao fim e ao cabo
As propostas que te são impostas

Não escolhemos esta vida
Ou escolhemos mais ou menos
É tão cedo para a despedida
Ativar leucotrienos

Então venha a estrada para caminhar

Mas antes vou-me por de pé
Sem a ajuda de nenhuma crença
À caranguejo ou à bebé
Sem que a mamã me dê licença

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