Ouvir trovas cansadas
Por muito badaladas que sejam
Nunca me chegaram
Nunca me cegaram
E me fizeram acreditar em algo mais
Não vou recorrer aos meus pais
Para pôr as culpas
Para serem desculpas
Para as minhas ações
Tenho sonhos, como todos
Mas não devo ter ambição
Apenas a ilusão que tudo é belo
Que as minhas histórias
São mais que #pequenasvitórias
Tenho carinhos especiais
Que perdem esse carácter
Dada a sua pluralidade
Para atuar nem tenho idade
Nem penso que vá ter
Escrever trovas cansadas
É um passatempo prepotente
É uma prova evidente
De ter coisas amarradas
Que assim permanecem
Por muito que assim adore
Tenho que fazer um underscore
_
A certa altura pensei
Que tinhas um metro e setenta
De altura, pensei
Que não tinha um espectro
Não sei se ainda dura a ideia
Mas tento não encher a cabeça
E não me importar com quem leia
A certa altura pensei
Que me eras indiferente
Quando mal dormi e chorei
Por demasiada gente
É igualmente estúpido
Mais inóspito que certos climas
São as confusões nas minhas rimas
A certa altura temi
Que fosse indiferente para ti
É que a hospitalidade que oferecia
Era tão bem recebida como dantes
Não havia a ponta de receio
Não sabia ponta de corno
Se estava a correr como queria
Se estava só a ser feio
E a certa altura detestei
Ter enviado uma mensagem de texto
A dizer que te curto
Ainda não sei se foi mais que stress
Pós traumático do furto
Que sofri, sem que desse bem conta
Não há ponta por onde se pegue
Não hei de ver o que se segue
A certa altura, talvez amanhã
Envio-te outra mensagem
Por outro meio de comunicação
Para quando tu e outros trajem
Dada a importância da instância
Tento não ter a prepotência
Que consideraria necessária
Ignoro a distância
Só aqui começa a ignorância
Não interessa pensar nem descrever
Só sonhar que tu me osculas
Eu sabia que ias ser tu
Finalmente, em maiúsculas.
Mas não. Eu não disse isto. 'Té à próxima.
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