E ao ouvir
A primeira música de um álbum
Que parece que devia ser a última
Penso em nós e no que seria sermos um
Em suma sermos pessoa única
Em sermos mais que a soma das partes,
De uma maneira até exponencial
Para não entrar em mais matemáticas
Acharia só especial
Com fusão de conteúdos
Sem querer soar indecente
Haver uma união dos nossos seres
De uma forma permanente
E não chorar e esquecer
Não cagar, comprometer demasiado cedo
Entender, dialogar
Não sucumbir a qualquer medo
Estar lá quando se precisa
E mais importante, quando se gosta
E demonstrar à vontade o que quer que seja
Nesta ou na outra costa
Nesta ou na outra margem
Peco por ser muito concreto
Perco por só fazer a viagem
Virtual, nem tenciono ser discreto
Se quem dá o aval é quem lê
E sorri só e chega
Enquanto continuo a querer saber o porquê
E não entendo a entrega
E sempre que possível, sou aquele que nega
Deixo de certo modo a vaga aberta
Para qualquer bicho careto
Que diga a coisa certa
Sem ofensa