sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Demais

Há pessoas normais a mais
No reino dos comuns mortais
Prefiro as demais
Estas não são comuns
São como uma rajada de ar quente
Que me assola e dá à sola cedo demais
Desilude sempre
Dado que dou menos do que digo
Engano-me e desengano-me logo
Tropeço nos meus pés
E peço perdão a todas as fés
Por não lhes dar atenção
A tesão cai de para-quedas por aqui
Mas com desenvoltura
E perdura consoante a formosura
Perdi-a ao ver a estrutura disto
Sou um artista misto
Que tenta uma mancha gráfica nova
Uma ova!
Era cavar uma cova
E despejar lá a trova
Que não vai para velha
E que espelha o que sinto
Fruto do excesso de carne vermelha
Frutos vermelhos desintoxicam
Mas os ortelhos não esticam
E os joelhos não dobram
Tanto como sinos
É a minha sina não fazer sentido
Dar muito a entender
O pouco que tenho vivido
Vicissitudes várias são vícios que venero
Invento talvez vinte vezes mais do que v ivo
Vertiginosamente viro passivo-agressivo
Nem eu vejo qual o objetivo

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