domingo, 4 de março de 2012

O tempo é relativo

Há gente que percebe tanto disto
Eu fingo que percebo e rio-me
E sou estúpido
Isto não é poesia

Queria falar
Queria conversar
Mas não consigo
Sinto-me enjoado quando a vejo
Talvez seja só o desejo
Ansiar aquele beijo
Talvez só aquele olhar
Nem era preciso namorar

Esqueçam fãs
Acabou-se os porquês, os ãs
Estou farto disto tudo
É o tempo, dizem eles

Pensa com calma, amigo eu
Quando tiveres uma ideia fixa, faz
Actua
Tens saudades de saber quem ela é
Tens saudades de a descobrir

Isto já não tem piada, amigo eu
Há quem perceba tanto disto
E tu questionas-te
Há que perceba tanto disto

E eu tenho tanto medo
Que o medo me persegue
E me faz doer tanto
Me faz ter tanta vontade de viver no mundo aparente
De acordar às sete da manhã
Só para ficar até ao meio-dia a sonhar
A ver um mundo perfeito contigo
Ó ser que não conheço
E que queria conhecer
E que queria só ver mais que um segundo
E queria só dizer-te um olá tão momentâneo
E tão importante

E adeus ser
E adeus eu
Tenho saudades do que nunca tive
E quero-te só para mim

Adeus fãs
Adeus eu
Adeus tu

Fazes os dias mais felizes
Mesmo pensando que eu não existo fazes-me feliz
É tudo tão fácil

Dorme bem então
Cara amiga, caro amor
Sinto-te tão longe
Fui tão parvo

Eu mal te conheço
Conheço-te através de um pequeno ecrã
E sinto que já te quero amar tanto

Por favor diz-me algo se achares se isto é para ti.

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