quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Não confiem nesta cena

Este deve ser o centésimo e pouco post
Tenho andado a ver os primeiros
E reparo que fui demasiado explícito
Vou tentar não o ser

Acho que sou invisível
Mas não confiem nesta cena
Porque é provável que esteja bêbedo
É provável que tenha mergulhado numa barragem que cheira a ranço
Há muitas coisas que sejam prováveis de ter acontecido
Embora não tenham acontecido

Continuo a invejar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Não sei se sorte ou azar
Mas permaneço a acordar sozinho de manhã

Esqueçam os últimos poemas
Se poemas sequer foram
Esqueçam todos os poemas
Pois estou numa fase de transição
Não compreendo esta união
Alto lá que estou a ficar concreto

Mas comecemos

Basicamente, tinha duas escolhas
Das quais nenhuma prefiro
Então o meu coração firo
Se esta é uma forma do verbo ferir

Uma delas compreendo que mal conheço
Apenas acho interessante e ideal
A outra faz-me rir
Faz sentido preferir
Conheço-a há 3 anos e tal

Mas depois aqueloutra
Que sabia não ter hipótese
Que pensava não ser hipótese
Aparece na minha vista
Chega ao topo da minha lista

Depois penso que qualquer uma chegaria ao primeiro lugar
Se houvesse indivíduo que não conseguisse largar
Por isso esqueço todas, basta um segundo
Para me aperceber que me falta explorar um mundo.

Isto foi demasiado concreto, mas a a mim que me importa
São 2 da manhã, daqui a nada abre-se a porta
E passa de quem estou a falar

Vou mas é dormir, isto ficou comprido
Mais que pensativo, fico fodido
Por nem em mim poder confiarp

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