Já não faço anos há uns meses
E há uns anos que perdeu a piada
Para quê festejar tantas vezes
Estarmos mais velhos que na noite passada?
Mais um ano, mais um dia
Mais saudades do passado
Responsabilidade não era o que eu queria
E não digo isto para ser engraçado
Se for, tanto melhor
Mas a verdade é que deprimo
Sinto tanta, tanta dor
E ninguém aqui para me dar mimo
Engulo em seco, quase choro
Quando me vêm dar os parabéns
A sorte é que facilmente melhoro
Para o rancor não tenho armazéns
A vida estava-me a correr tão bem
E aparece-me esta data no calendário
Não sei porque é que houve alguém
Que achasse necessário
Apontar quando um gajo nasce
E celebrar todos os anos
O envelhecimento sempre precoce
Que só nos deixa menos humanos
Mais um passo à beira da morte
Um mais longe da beira-mar
Se eu um dia tiver sorte
Vou para a campa só para ficar
No vosso coração, gente fofa
Terei sempre essa fé
Agora vou para a alcofa
Que faz-se tarde e eu hoje sou bebé
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
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