domingo, 22 de dezembro de 2013

Visita habitual à gaja do costume (provavelmente a última)

Sofrer tanto,
Constantemente
Porque eu não sei

Sofrer constantemente,
Tanto
Porque é que não sei?

Talvez saiba
Mas sei que não vale a pena
Sei que é parvo sofrer
Se já sofri tanto antes

É só fazer um esforço
Para não me esforçar
Para não sorrir
Quando não faz sentido sorrir

Por vezes sinto que ela caiu do céu
E o desgraçado em baixo fui eu
Tão cego para não ver
Que foi acaso amortecer

Vou estar lá quando ela quiser
Mas não quando for preciso
Será esse meu compromisso
Já que não me comprometo a mais

Dantes reciprocidade era o que queria
Agora não tenho a maturidade que julgava
Se fosse tão intensa como pensava
Pouca diferença fazia

Porque ela é só um placebo
Para eu pensar que vou bem
Finalmente eu percebo
Sou pouco mais que alguém

Alguém amigo, apenas ombro
Até à próxima vez que se desleixe
Pela boca beijei
Pela boca sorri
Pela boca morre o peixe

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