Não é surpresa nenhuma
Escrever isto
Para garantir
Que não sou mal entendido
Que não sou mal interpretado
Para banir dúvidas que se possam ter criado
Jorrar emoções falsas
Para fingir que sou quem veste as calças
Não há ciúmes
Só inveja
Ninguém almeja nenhuma das duas
Cenas destas
Cenas cruas
Inveja de não estar longe
Nojo desta vida de monge
Disponho do despojo
Sentida a saudade
Resta aguentar o peso da consciência
Ter o mínimo de elegância
Manter-me à distância
Não das pessoas mas das cenas
Não são assim tão pequenas
Como finjo acreditar
Sem comentários:
Enviar um comentário