sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A horizontalidade não é mais que uma fronteira. (isto foi parvo e muito repetitivo, peço desculpa, não valia a pena.)

No outro dia senti-me bem
Acho que me sinto melhor em dias de semana
Outrora era ao sábado

Falta alguém que me veja
Além do que eu sou
Lembrar-se de mim
E lembrar-se de gostar
Muito, ou só mais ou menos
Olhar para mim
Somente sorrir

Depois eu olharei para esse alguém
E sorrirei também
Mais do que sorrira antes
Antes de conhecer esse alguém
Sorrir seria bestial
Imagino isso e sorrio
A sério
Duvido que o alguém esteja a pensar assim
Ou então sou um sortudo

Definitivamente seria fantástico
Eu e tu assim, nós, sós
Podíamos ficar assim horas
Recuar não seria uma opção
Eras tu
Seria eu
Seríamos nós
Apenas nós

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A procrastinaçao - Capitulo 2 - Parece que a abordagem nao funciona, mas vou ficar de cabeça erguida

Acho cada vez mais fascinante
Certas vidas e vontades
E acho que as probabilidades
De ser assim sao diminutas

Estou farto
Da colectanea de sensaçoes
Sentimentos, emoçoes
Sem possibilidade de devoluçoes
Reaçoes alheias
Coisas feias
Basicamente

Tento evitar a procrastinaçao
Tento sarar a ferida

Mas para nao abordar o assunto
Fico parado
Um defunto

E escrevo sem poder atuar
A miseria de amar e nao querer amar
Como amo

Como
Sem fome
Ja nao tenho fome

Isto cansa
Nem cansa muito

Parece que a abordagem nao funciona
Mas vou ficar de cabeça erguida
Talvez de guarida
A muitos mais que eu

Tenho duvidas no sucesso
Talvez duvidas em excesso
Comparativamente a vontade
Comparativamente a necessidade

Nao desistirei ja

Tenho tempo para viver
Tenho vivido para ter tempo

Por isso ha-de chegar a altura
Que a minha cabeça dura
Se dissolva em acido sulfurico
E aqueça
Aqueça muito

domingo, 20 de novembro de 2011

A procrastinaçao - Capitulo 1 - Acho que vou experimentar outra abordagem

(nao, nao tenho acentos e nao tenho paciencia para po-los. Quando um dia publicar isto num sitio mais decente, juro que coloca-los-ei.)

Ha liçoes de vida que nunca havemos de aprender
Ha liçoes de vida que e melhor aprendermos
Mas provavelmente nem vao fazer diferença

Aprendi muita coisa durante a minha existencia
Muita coisa util mas tambem
Provavelmente
Muita mais coisa inutil

Provavelmente quando usar esses conhecimentos
Nao me vou aperceber que estou a usa-los

Acho que vou experimentar outra abordagem

Ir pescar na banheira
Talvez nao funcione

Lançar a rede
E esperar que peixes ingenuos
E com vontade de serem levados para terra
Nao e bem algo que eu aprecie

Vou experimentar permanecer impavido
Nao sonhar acordado
Nao acordar mesmo so para sonhar

Vou experimentar nao sentir
Nem sequer sentir a anulaçao

Nao vou ser tudo
Nao vou ser nada
Nem alguma coisa vou ser

Talvez ate
Alem de nao ser algo
Nem vou ser
Vou existir

Vou divagar
Devagar
Como so eu sei

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Estive a ler poemas antigos meus e apercebi-me que em nada mudei

Pois, foi isso.

A abstracta concretização do eu, do ex-eu e do vós

Desisto da insistência
Mas persisto na desistência
Recordo-me de quando me recordava
De gostar de gostar da inocência
Da infância

A ignorância desculpada
Mas a dúvida colocada
O aumentado conhecimento
A ausência de desalento

A cura rápida de fazer um doí-doí
A culpa efémera de fazer uma asneira
Daquelas simples que nada destrói
Não mais que uma brincadeira

Não menos que viver
E assim que vejo a infância
Ninguém ma pode devolver
Tenho que deixar esta ânsia
Tenho que deixar-me disso

Se a pessoa delimitante
De repente se torna enfastiante
Então adeus, a rima esta fácil

Se a reacção do publico
E uma reacção apaziguadora
A conotação Psico-motora
E um tema lúdico a tratar
Então toca a trabalhar

Relacionar, dividir
Encontrar, descobrir
Usar numa peça
Escrita ou falada, ora essa!

Muito forçada esta última rima
A que se encontra por cima
Mais uma vez fácil
Que nojo que acho de mim

Que pena tenho da ausência de inspiração
Da ausência de algo outrora ate jorrante
Mas nem tanto aliciante
Por parte do leitor
Não tenho pinta de trovador
Então adeus.

Há males que vem por mal

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Hoje sinto-me como se tivesse [particípio passado de um verbo]

E se eu fosse aproveitar a vida
E se eu fosse ser feliz
Sendo feliz
Nada mais simples que dizer que é simples
Quando na realidade...
Sim, é efectivamente simples
É simples, e fácil
Tornar uma vida frágil
Uma vida triste e mal amada
Mal vivida
Mal usada
Torná-la em algo minimamente apreciável
A vida e algo maleável
É possível transformá-la
"Quem me dera voltar atrás,
Quem me dera eliminar as coisas ruins, as coisas más
Que eu fiz aos outros, que fiz a mim
Que a mim fizeram e por isso sofri"
Sinto muito, meu amigo
E assino por baixo
Mas hás de te reerguer
E encontrar um abrigo
Isso vai acontecer
Como aconteceu a mim
E ainda espero que aconteça
É importante ter fé uma vez
E que nunca mais esmoreça.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Acabaram as férias, ao menos alguma coisa que acaba

Não vou dizer que és a mulher da minha vida porque a minha vida começou ontem e espero que comece muitas vezes mais e suponho que ainda tenho no mínimo mais alguma vida para viver. Daí, não posso garantir que te vou amar amanhã como amo hoje. Nem posso sequer garantir se te vou continuar a amar daqui a um quarto de hora. No entanto a minha vida não começou ontem, era uma espécie de recurso estilístico que eu não sei sequer se é um recurso estilístico, talvez não seja, no qual eu digo que a minha vida começou ontem apesar de não ter começado porque podem ver que consigo escrever e verbalizar uma ou outra emoção e se eu tivesse nascido ontem não conseguiria fazer isso. Digo que nasci ontem porque uma nova vida começou, a minha ducentésima quinquagésima terceira vida, quando o meu olhar cruzou o teu pela ducentésima quiquagésima terceira vez e o teu olhar penetrou-me e hipnotizou-me pela ducentésima quinquagésima terceira vez. Não te posso garantir uma vida feliz, uns anos confortáveis, uns dias apaixonados, ou uns segundos minimamente aprazíveis. Só posso dizer que por mais que eu queira ter querido tirar os teus olhos da minha mente não consigo, não quero e obviamente isso não aconteceu. Infelizmente, porque até gostava de seguir em frente ou sequer seguir para algo lado que não para a direção onde tu te encontras, considerando que a minha relação contigo não é mais que pouco relativamente ao que eu desejava que fosse, mas felizmente devido a uma razão que desconheço e até talvez nem exista. O problema é que a única coisa que faço desde ontem é ansiar pela ducentésima quinquagésima quarta vez.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Lembrei-me que me tinha esquecido

E se eu me lembrasse todos os dias que tinha algo
Ou alguém
À minha espera
Ou só à espera de alguém que fosse eu
Ou algo que não fosse eu
Mas fizesse parte de algo meu

E se eu me lembrasse todos os dias de lutar
Se eu se sequer acordasse depois de me levantar
Se eu tentasse esquecer de me lembrar
Lembrava-me

Mas não me lembro de quando me esqueci
Não foi de propósito
Não foi por mim, não foi por ti
Não foi por estar mais perto ou mais longe
Simplesmente não estava
Mas queria estar
Apenas me tinha esquecido de me lembrar

Eu sonhei que me lembrava
Mas acordei eu já lá não estava
Pensei em


Isto não chega a lado nenhum, são só palavras ditas ao calhas, na sua maioria, e ainda por cima estou a esforçar-me hoje por rimar! Eu vou postar isto no facebook e peço sinceramente que me digam para eu parar de fazer estas merdinhas e por favor dêem-me também conselhos de coisas para fazer nas férias. É que eu já estou farto das férias e isso é um péssimo sintoma para um rapaz da minha idade. Ajudem-me também ou pelo menos dêem ideias de coisas para fazer para esquecer raparigas que ficam presas no meu cérebro durante milisegundos e o cabrão exporta-as para o coração e espera que ele as ature. Eu faço muitos filmes na minha cabeça, todos com romance e drama mas uns de terror, outros de comédia e ainda uns terrivelmente cómicos porque quando acabo de vê-los apercebo-me que são filmes. Curioso? Claro que não, acho que até é óbvio. Agradecia vivamente que dessem opiniões e pedissem a mais gente para participar, visto que este coiso que eu tenho na internet tem muito pouca afluência.


voltar atrás se fazia diferença
Mas não
Nunca faz
É como diz a cigarra à formiga:
-

(as cigarras não falam)

terça-feira, 14 de junho de 2011

Piáda!

Ontem tive um pesadelo
Depois cheguei a casa
E deitei-me e adormeci

Depois só me lembro de acordar e dizer "piáda" irónicamente

Tive uma ideia - vou começar a fazer coisinhas no facebook com coisos de filmes
este post é gay
adeus e beijinhos

sábado, 11 de junho de 2011

Estou farto

Vomitei ontem e tenho o estômago, o nariz, as unhas, os cabelos, o cérebro completamente esfarrapados. Tenho sorte de ser dos poucos com um fígado mais ou menos razoável. Mas de que é que isso me serve se o coração já nem existe e as pernas estão demasiado dormentes para andar e as mãos demasiado dormentes para pegar em alguma coisa e apegar-me a alguma coisa e ir "fazer alguma coisa de útil para a sociedade". Estou farto que me digam o que fazer e estou farto de ter que me dizer para fazer alguma coisa, que por acaso até acabo em não fazer e vão a ver é cedo e já não é a mesma coisa. Duvido que alguma vez vá voltar a encontrar-me num estado tão deplorável como estou agora e ainda nem comecei a estudar. E tenho que estudar. E tenho que inventar desculpa para estudar comigo próprio porque duas cabeças pensam melhor que uma, mas dificulta e há distracções. E tenho que me habituar ao Acordo Ortográfico e fazer um esforço. Para quem leu o que faço por aqui no blogue que equivale ao dobro das coisas que eu faço efectivamente, sabe que eu não vou fazer um esforço, nem o esforço para alguma coisa, para viver ao contrário de existir, pois eu tenho existido muito bem ultimamente. Estou farto de escrever coisas sem sentido, sem seguimento, sem resultado neste blogue e estou farto que me doa a cabeça desde que acordei e tenho que ir embora porque vou tocar trompete a doer-me a cabeça. E amanhã. E depois. E depois tenho que esquecer o facto de fkobduamsrsçec evun apiqnhdvam axmgoe tbapnltcod ad iznwemsm. Desculpem por ter roubado não preciosos minutos da vossa vida, mas completamente inúteis momentos da vossa vida, porque se não estivessem a ver isto estavam a ver fotos de pessoas no facebook, comentários que não interessam a ninguém, tal como esta bosta que eu escrevo só para dizer que tenho pelo menos um post por mês. Tenho também a dizer-vos que se tiverem exames, boa sorte para os exames, porque pode mesmo moldar um pouquinho o vosso futuro. Beijinhos e abraços a quem tem mais paciência para estes textinhos que a que eu tenho para a minha existência.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Bandado gnáissico aborrecido

Porque é que existem pessoas que pensam?
Porque é que há pessoas que agem?
Porque é que há pessoas que efectivamente fazem alguma coisa além de existir?
E porque é que eu existo?

E depois de repente escrevo
E sinto que faço alguma diferença por aqui
Sinto que sou algo mais do que uma ovelha do rebanho
Ou um cão do rebanho

Sinto que sou um passarito
Um passarito que não sabe o que é um rebanho
E sem se aperceber faz mais do que alguma vez pensaria que fazia

E diz palavras difíceis
E expõe o que quer dizer e não tem coragem
Porque tem medo de sofrer
Quer não amar para não cair

Mas ama
Mas cai
Mas levanta-se
Mas cai
Mas levanta-se

Apesar de lhe apetecer descansar durante um segundo extremamente longo
Quando se deita e adormece durante uma eternidade infinitamente diminuta

Mas cai
Mas levanta-se

Apesar de lhe apetecer não se levantar mais
Porque está farto de se levantar
Quando era mais fácil entrar no rebanho
E ser mais uma marioneta dum pastor que não se importa

Mesmo assim prefere ser uma marioneta de si mesmo
Mas este si mesmo importa-se, chateia-se
Aborrece-se de se levantar
Para depois cair
Para depois se levantar

E acontece uma falha de comunicação
É sempre a mesma coisa
Começo a ter uma quebra de tensão ou um colapso nervoso
Que me deixa maluco

E cansa-se o passarito
Voltando à metáfora
Cortaram-lhe as asas
E elas crescem-lhe das omoplatas
Porque agora o passarito não é uma ave mas um mamífero aleatório
Que agora voa mas não é um morcego
E depois cai

terça-feira, 3 de maio de 2011

Crónica de costumes meus.

A probabilidade de encontrar alguém não satisfeito por mim é alta. Convenhamos, eu olho-me ao espelho pelo menos uma vez por dia e não é só isso. Talvez seja só isso. É bastante provável que não mas não me apetece pensar agora. Talvez chegue o dia em que eu procure e encontre ou pelo menos procure encontrar quem me seja semelhante. Mas isso não é todos os dias que se encontra. Ou pelo menos uma pessoa não se lembra de encontrar ou pensar em tentar procurar ou só pensar. Só pensar. Só pensar facilitava as coisas ou muito pelo contrário, deixava tudo mais difícil, complicado de absorver, de sorver a última gota de vida que tens em mim, que tenho em ti, que tenho encontrado ultimamente debaixo da cama, debaixo dos meus pés, debaixo do chão, em cima do candeeiro que ilumina a minha mente e que me faz tentar pensar em escrever e és tu. És tu que não és Afrodite mas que não és menos que uma deusa do amor e da beleza e não és mais do que escória sou eu que não me recordo de ser menos que isto que não sou. É fácil escrever palavras ao calha sem fazer sentido. É difícil conseguir algo humanamente compreensível, humanamente estável e humanamente saciável como alguém que não eu que procuro não procurar, e então não encontro o que preciso, muito menos o que quero, muito menos preciso de querer alguma coisa. Se o chão desaba não sou eu que me vou embora, eu já fui há muito. Não me despedi, mas porque hei-de me despedir se não há ninguém que não faz falta. Por isso não me despeço porque fico por cá à espera de outra não Afrodite que seja tão deusa da beleza como deusa do amor como mortal e simples mortal tanto por haver de morrer daqui a muito, espero, como por me matar, no mínimo uma vez por dia, de manhã, quando olho para o lado, sentado, a adormecer de novo após entrar na sala de aula.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Carta para mim #14

Acorda, fogo! Mas antes adormece cedo para ver se acordas com vontade de acordar. Senão não vale a pena acordar, não é? Vais acabar por não fazer nada de jeito como de costume. E experimenta estudar um bocado, em vez de ir fazer um teste a pensar que tens tudo na cabeça e nas mãos, na ponta da caneta, do lápis, sei lá! Porque todos nós sabemos que vais a ver não tens a nota que queres ter, apesar de teres a nota que precisas ter. Não és tu que te avalias. Pelo menos não és só tu. É claro que te avalias, mas a tua própria avaliação não vale de nada. Para ti tu és sempre alguma coisa de jeito quando não és nada. E mais tarde não vales nada e talvez sejas quem alguém esteja à espera. Claro que sim. Pensas às vezes alguma coisa de jeito quando é tarde demais ou cedo demais. Nunca acertas no momento certo. Mas a sério vai estudar na vez de estares a construir proto-textinhos pseudo-motivadores semi-metafóricos.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Não sei, o criacionismo

Podia dizer que os teus olhos eram planetas, que eram o mar, que eram tudo e nada. Que eram dois pirilampos que sobressaem no meio da noite, principalmente quando está de dia. Podia dizer que eram um jardim, que eram flores ou que eram só pétalas. Mas porque é que haveria de dizer isso, se eles são, efectivamente, olhos. Apenas olhos. E é preciso serem mais do que isso? Serem olhos é o bastante para que sempre que os vejo sustenho a respiração involuntariamente durante uma eternidade. Uma eternidade que dura demasiado tempo e acaba demasiado cedo e quando me apercebo os olhos já se fecharam. Os teus e os meus. Mas os meus já não se querem abrir porque fechados mantêm a imagem dos teus abertos. E se os meus se abrirem e virem os teus fechados, nunca mais se recordarão deles abertos. Mas são só olhos, não é? Desculpem se vi demasiado.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Chupa-me a hybris :D

Se a dor é a variável
A dor suficiente para parar é uma assimptota

Se a vontade é a variável
O agir é uma assimptota

E se o passado nada faz mais
Senão não existir
Eu devia fazer mais que o que ele faz
Mas não faço

Repetitivo, não?

Mas apetece-me jurar que antes ou durante as férias algo ainda vai mudar.

quarta-feira, 30 de março de 2011

A Sara hoje

A guitarra canta
É o que a Sara diz
Agora ela diz que não canta
Só parece feliz

E ela ri-se
E se ela partisse
E não voltasse
E se eu chorasse
Não dava em nada

Ela não voltaria
Teria saudades da alegria
E de como ela se ria

terça-feira, 22 de março de 2011

Não há 0, e eu já devia estar à espera

Não te esforces por esconder a tristeza
Basta olhar-te nos olhos
E tu olhares-me nos meus
Mas durante milésimas de segundo
Porque talvez nem queiras olhar-me nos olhos

Ah, e essas milésimas de segundo chegam

Não vale a pena esconderes-te dentro de ti
Se os olhos deixam transparecer tudo
Mesmo tudo

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Olha uma referência ao cisne negro tão subtil, mas tão subtil, que gases

Opá deixem-me pensar
Antes de fazer uma coisa penso muito sobre isso, não é verdade?
Até logo,
Tenho que me soltar sem ter que necessariamente espetar um vidro na barriga.
Sim, para me soltar tem que cortar todos os fios que tenho presos a ti.
Eu não vou cortar
Porque sinceramente
Mesmo sinceramente
Não preciso
Mas quero
Opá, calem-se, a sério

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

2 (a emotividade vem ao de cima)

Então tudo bem?
Tudo irreversível?
Ainda mal, tenho a dizer!
É que a reversibilidade é o melhor do mundo
Não as crianças, como aquela pessoa
Ou aquele pessoa constatava

Talvez não a melhor coisa, mas é muito boa
A reciprocidade também é plausível
Ou a procrastinação
Oh, doce procrastinação
Tão bom adiar algo
Ir para fazê-lo e depois, não

Ora, a felicidade ou o amor são sobrevalorizados
Ora, tão sobrevalorizados
As borboletas no estômago estão irritadas, às vezes
E dão-me vómitos
E a procrastinação não traz vómitos
Essa traz a verdadeira alegria

Ou o que a reversibilidade faria
Esqueçam,
A reciprocidade era o que eu deveras queria
Esqueçam,
Os amigos curam a azia,
Amainam as borboletas, como que por magia

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

3

Tenho que estudar, fiquem bem
Já fiz os testes intermédios todos
Mas tenho que estudar à mesma

Olha para mim, escrevo frases e meto "enter"
E digo que são poemas porque visualmente se assemelham

Quando chegar ao 0 vai acontecer ou terá acontecido algo interessante

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O meu faz pequenino

Porque o teu fez pequenino
Nem me lembro o que aconteceu na aula de Filosofia de sexta-feira
Mas o teu fez pequenino

Acho que preferia a vida selvagem

Hoje não tenho absolutamente nada para dizer
Nem dizer nem fazer
Já que não estou habituado a fazer

Estou na mesma
Permaneço igual
Mais sinónimos não me apetece

Tenho que ir fazer um trabalho de física
Porque apesar de ter uma mente lívida
Talvez ainda sinta amor verdadeiro
Tenho de me esforçar, queria ser perdoado
Mas o meu jeito de empregado
É melhor que o de namorado
É melhor por inteiro
Porque apenas conheço o primeiro
Mesmo já tendo revelado
O que sinto sentado
Sim, eu sonho acordado

Adeus,
E um feliz Fevereiro

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

4

Olá outra vez!
Saudades, eh?
Duvido
De qualquer modo aqui vão coisas

Não me pareceu ver o mundo descambar
Mas acho que acabou de começar
O facto de coexisitr na mesma dimensão de pessoas de quem gosto
Ajuda ao facto.

Se alguém de quem gosto sofre
Eu vou sofrer tanto ou mais do que ele
Ou ela
Não sabendo porque sofre
Arde-me os olhos, arde a pele

Quando descamba por aí
Vai descambar aqui
Gostava de saber
Podia ajudar ao sofrimento abater
Assim, também eu deixava de sofrer

Tenho pena de ser amigo de muita gente
E de não ser muito amigo de gente

Porque às vezes parece que não tenho amigo nenhum
Parece que ninguém me estima
Esqueçam isto não tem jeito nenhum
Mas yupii, ao menos rima

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

5

Hoje não vou escrever um poema
Porque não me apetece
Sinceramente, raramente me apetece

Vou só dizer coisas
Depois repito a última palavra do segundo verso
No último verso

Quero estragar tudo em meu redor
Porque, como o outro diz, tudo foi feito para ser partido
Tive pena foi de tão cedo ter partido

Quero ir para casa apesar de lá não sair
Não dá
Não deu
Não vou
Tentar
Entrar
Esqueçam não dá

Porque é que eu faço este blogue?
Para desabafar de um modo subtil?
É que eu sou tudo menos subtil.

,
.
.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Weee, já está quase...

Sinto-me bem
Sinceramente
Isto já não acontecia há algum tempo
O que eu quero dizer é que não é frequente

Apercebi-me que tenho muita coisa boa na vida
E não tive que perde-las
Eu tenho tanta sorte
Sinceramente

Apetece-me acabar o arranjo para banda filarmónica do "I Remember"
Porque curiosamente lembrei-me que o comecei
Esta estrofe faz escadinha xD
que fofo ahah

Eu amo-te?
Sim
Isso diz-te alguma coisa?
Não
Eu já te disse o quanto importas?
Claro
E o que significo?
Nada

Fazer paralelismos com os paralelismos que os Gato Fedorento fazem do Professor Marcelo Rebelo de Sousa extremamente irónicos e hiperbólicos, não tendo nada a ver com o início do poema é BUÉDA FIXE :D

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A ironia é uma puta

Quem tem sorte ao amor tem azar ao jogo e vice-versa
Vice-versa

Pois, bem me parecia
Era só um jogo
Pelo menos acho que ganhei
Embora não me interesse verdadeiramente

Não era este jogo que queria ganhar
Puta da ironia que me persegue
Sim, já percebi, tenho sorte ao jogo
E depois metem-me a jogar jogos que parecem vida real

Não, a vida real é bastante diferente
Dizem eles
Na vida real, o que se passa no jogo não aconteceria
Jogar bêbedo ajuda, quando nem se está a jogar

Até parece que não sabem que a vida é um jogo
Que o AMOR é um jogo
O que acaba por foder toda a teoria que apresentei no início
E fode-me a cabeça com questões às quais não há resposta

E depois ainda há as questões óbvias
Que só me lembro de perguntar dez horas mais tarde
Quando já não dá para perguntar
Nem há significado perguntar

Questões tão óbvias que podiam explicar tudo
Questões tão óbvias se,
Às quais não houvesse resposta
Havia um beijo

O beijo bastava para responder
.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Hunts Hunts Hunts Babaca

Sofrer por antecipação é má ideia
Está na hora de tomar as rédeas do meu destino
Não há padrão para a felicidade