sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Euzito jocoso

Está uma noite escura e fria
E para quem há pouco se ria
Começo a ficar com medo

Mas chego a casa e a calmaria
Contrasta com o que antes sentia
A neura hoje passa-me cedo

Ajuda ver na mesa a manteiga
Com a faca gentil e meiga
Digo isto porque não é afiada

Meigo é mais o lacticínio
Barra-se no pão, com o vaticínio
De encher o bucho, não dizer nada

Não diz nada nem comenta
Mas que bela ferramenta
De usufruir pela cozinha

Para uma mulher me satisfazer
Antes tenho que sofrer
E nunca a deixar sozinha

Já estou com a dita dura
E ela na sua literatura
Mal eu sabia que ela lia

Meu Deus, que raio de tortura
Não vai passar de uma noite escura
E agora ainda mais fria.

doença sexualmente transmissível indeterminada


a sério que o meu centésimo pseudo-coiso foi esta alcagoita aleatória supostamente sexual? É que ainda nem sequer lhe atribuí um significado metafórico. Está cru como o raio. Seja. Porque o Júlio aprecia coisas dessas. Maluquito.

se eu digo que não
é porque não
Não vale a pena te esforçares

se eu digo que não
não vale a pena
mesmo só se me amarrares
  
é melhor não te dar ideias
dar-te coisas pra pensar

De pensar a agir vai meio-tempo
isto se quiseres mesmo atuar
  
Já te disse que não, esquece isso
Esquece lá o assunto, por favor

Não, já te disse mil vezes
não quero que me inflijas dor

Se fores bem a ver
a dor consentida
não tem sequer metade da piada

Dor pedida
Dor encomendada
É equivalente a beber uma limonada

Se queres tanto assim
vá lá, porque não
admito que não me importo nada

Se eu concordar
Vem admoestar
A tua pena mais pesada

Assim já não queres tu, bem me parecia
Eu bem te avisei ainda há pouco

Não chegamos a acordo nesta matéria
Sexual, consensual é igual

Mais tarde chegamos àquilo que fomos
Antes de nos termos encontrado

Esperando esperamos até formulamos
desencontros bem combinados.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Crónica do fim.

Se isto é o fim, não parece muito
Não parece tanto como acho que devia parecer
Mas o meu parecer não influencia o fim
Pelo menos por enquanto

Sem sentido andamos
Sem sentir amamos
E onde quer que chegamos já é tarde

As pessoas passam rápido por mim
Com olhar resignado
Aparentam ter algum tipo de passado

Posso estar errado

Mas diria que o fim não é um princípio
Muito menos um fim

Dizem que é um recomeço
Mas eu digo que é uma desculpa muito mal justificada
Uma desculpa para querer recomeçar
E não um recomeço intrínseco

Para mim um fim é tão meio como o meio
Pelo menos será o meio de alguma coisa
Nada acaba
Não há fim como se pensa que há

Acabam as aulas daqui a pouco
Acaba o mundo daqui a nada
Acaba o B
Continua a fachada

Sorrir, dormir, porque sim
Tentar enganar
Desencantar soslaios de desculpa

Afinal só tinha inspiração até meio
Obviamente isto não é o fim

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Passeio

Dou um passeio

Foi uma ideia que me veio
A ver se me cansava
Pra querer dormir
E de certo modo fugir
A tudo
Aproximando-me

Enquanto passeio
Salvo de pouco, o nada
Oiço o Fachada cochichar
O que é suposto ser uma balada
Mas até gosto assim, deixa estar

Um senhor bem vestido
Uma senhora bem cheirosa
Demasiado maquilhada
Para chegar agora a casa

E sai outra do carro
Mais uma de outro
E eu durante o passeio
Faço que leio
E finjo que compreendo

Dado que aprendi
Sem ser por mim
Suponho muito
E engano-me bastante

Se eu acertasse nas coisas
Acertasse nas horas certas
Não estava a dar um passeio
Mas sim debaixo das cobertas

Ainda só começou ontem

domingo, 18 de novembro de 2012

Crónicas Ferroviárias #03

Porquê?
Porque estou aborrecido, claro!
Quando é que há uma razão minimamente forte...?
E talvez porque tenha visto alguém giro.
É também uma boa razão.

Sorri, fiz rir
Dormi menos que dormir
Decentemente
De mente, estou calmo
Demente também, no entanto
Não é tanto por ter sido pouco
Foi mais que o costume
Foste menos que o costume
Mas mais longe
Mais que longe
Fora de qualquer sítio
Considerado longe
E fico siderado
Com plexos
Complexos
De longe
De cima a baixo
Abaixo a vontade de querer
E não poder
E crer
Que ainda é possível ter
Passível é acessível
Acesso ao complexo educacional
É difícil arranjar
Fazer arranjos
De arrojo
Não dá com nada

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Se eu soubesse mais mais cedo

Passou mais um dia
Mais uma vez
Não vou dormir
À hora que queria

É tarde
E estou a ser literal
Está escuro
Menos carros passam
Devo ser normal
Porque dormir pouco para mim é duro
Ao menos fosse mais maduro

Eles nos filmes
Arranjam tudo o que querem
Eu quero crer que é só no ecrã
Mas amanhã
Acordo a querer tudo
Como se fosse fácil

Tomara as vidas serem filmes
E os filmes serem vidas
E estarmos sentados
No sofá no nosso filme
A ver vidas na têvê
Porque queríamos
E mais tarde ou mais cedo acontecia o que é suposto acontecer

Por aqui não há guião
Pelo menos eu não tenho
Nem sequer esforço, empenho
Trago na minha mão vazia

Por isso vejo a vida passar

Faço o que não gosto
Quando sequer faço
Conheço todos os dias novas faces
Que me causam embaraço

Embarco na nuvem
Que me leva ao mesmo lugar
Mas a nuvem levou-me o gosto
E a vontade de gostar

Não sei para onde levou
E nem sequer me interessa
Só quero que pareça
Que sorrio mesmo e não tenho pressa

Claro que tenho pressa
De sair daqui, ver algo diferente
Ver algo que desconheço
Quer de trás ou de frente

E hei-de encontrar isso
Mais tarde ou mais cedo
Mais longe ou mais perto
No dia e que acordar sem medo
Quando estiver mesmo desperto

Desperto e disposto
A abraçar o negativo
A abandonar o meu posto
E ser mais activo

Ser mais activo que nada
Não será complicado
Passa-me sempre tudo ao lado

Ao lado ou pelo meio logo
Não há meio de sentir
Começo logo a deprimir
Não há fogo para apagar
Nem haveria fontes para apagá-lo

E que tal acabar com:
Isto está a ficar grande e a mancha gráfica não deve estar má e engana preguiçosos. Além disso tenho que ir dormir e estou aborrecido. Isto teve sequer uma sequência lógica?

Pode ser?

Ok.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Olhos que penetram
Assim do nada

Olhos tristes
Sobrancelhas duvidosas
Fazem olhos duvidosos

E quando eles olham
Penetram
Assim do nada

Sinto-me culpado
Por fazer tudo o que não devo
Não devo nada a ninguém
Menos a mim

E não pago
Não presto contas
Só presto atenção
Ao que não devia prestar

Não quero estar a meter
Naquilo que não percebo
Mas ultimamente
Não tenho percebido nada

É mais difícil

Dantes não era
Era linear

Sinto que existe
E não existe
Restos de quê?

Implícito
Não está implicito
Êxodo não era mal pensado
Sumia, subia, daqui para ali

Mas não resolvia nada

Eles penetram
Assim do nada
Eu sem reacção

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Neura

Gosto da palavra "neura"
Embora não goste do seu significado
Dou-me às vezes com ela
Como quem se dá com o namorado

Aparece-me de repente
Faz-me uma espécie de surpresa
Ao início parece engraçado
Mas não quando me torno a sua presa

E mando vir com ela
E ela manda vir comigo
Eventualmente vamos a ver
Já sou só um amigo

Mas eu da neura
Nem amigo quero ser
Ela serve essencialmente
Para me fazer sofrer

E olha para mim
E ri-se com isso
Esquece-se rapidamente
Do seu compromisso

Em suma, eu e a neura
Nunca nos damos bem
Esforço-me tanto
Menos quando ela vem

Este poema
É no mínimo imbecil
E é destes que as pessoas gostam
Novecentas em cada mil

Porque rima mais ou menos
E é ritmado quando tu lês
Mas é merda
Lá está a neura outra vez

domingo, 4 de novembro de 2012

Aqui tens. Satisfeita?

Ouço a minha mãe através da porta
Lá está ela a tossir outra vez
Agora manda vir com o meu irmão

Já cheguei
Apesar de não querer entrar
Quem havia de querer?
Um rapaz que quer escrever
Imaginando, feliz, o presente e o passado
Mas também o futuro, mas mal-humorado

Acho que todos os meus sentimentos são imortais. Mas mesmo todos.

Tarde demais
É tarde demais
Mas eu não me importo
Não rio nem choro

Estou neutro
Como habitualmente
Agora ouço barulho
Só porque quero
Não desespero

Porque o barulho
E a força que aguento
Sabem bem

Lembro antigas conquistas
Não preciso de pistas
E lembro-me bem

Preciso de alguém
Que diga "Esquece o passado
Estares enamorado
E outras coisas também"

Estou parado há 10 minutos
Perto do teu lar
Não é preciso serem astutos
Para saberem de quem estou a falar

Vai-me chuva para a face
E para o sapato
Só o esquerdo
Não fujo
Do que é suposto ser

Tenho saudades
De ver-te todos os dias
E quando percebias
Que só tu existias
Mesmo sem te conhecer

Ainda te devo um croissant

domingo, 28 de outubro de 2012

Crónicas Ferroviárias #02

Ouço coisas

Levo-me a pensar que
A audição é subvalorizada
Brevemente
Imagino o que seria sem ela
Só ver, provar, tocar e sentir
Acho que não me chegava

É um facto

Baixo os olhos
Isto de haver sol chateia
Cega-me
Houvesse um sol que se ouvisse
Aposto que teria mais graça

___________________________________________

Sinceramente não tenho mais nada de jeito para dizer
Considerando que o que eu disse teve algum jeito

Gasto demasiado dinheiro em batatas
Principalmente narso
Terceiro facto que eu escrevo aqui

Mas agora a sério

Vejo árvores
Muitas árvores
A passarem por mim
E não me vêm
Parecem gente

Mas gente que não parece nada
Porque não quer parecer
Podia ao menos aparecer
Não era mal pensado
Pensando bem

Estou entediado
Como sempre

Sim, foi só isto
Batam palmas, ou uma cena assim.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

É menos. Vá, depende.

Espero que venhas
Uso o tempo para esperar

Quem que não tu
Usará o seu para me visitar?
Eles, os outros, estão longe
Rompe a noite
Oculta-te, desoculta-te e aparece

Usa-me e deita fora
Mas usa-me

Chegas mesmo a tempo
Antes talvez fosse demasiado cedo
Falemos um pouco
Um pouco apenas, deves ter pressa
Não trouxeste a fala?
É mais fácil então.

domingo, 21 de outubro de 2012

Crónicas Ferroviárias #01

Digo sempre a mim próprio
É hoje
Tem que ser hoje
Independentemente da situação

Mas raramente me esforço
Para que essa qualquer coisa
Aconteça hoje
Independentemente da intenção

Tenho dúvidas em relação a tanta coisa
Principalmente do que estou a fazer aqui
Independentemente do local
Que eu defino como "aqui"

Mas depois penso
Lá no fim do dia
"Não tem que ser hoje
Não tem que ser, mas até podia"

E as ideias andam à porrada
Na minha cabeça
Até que é tarde
E tenho que ir dormir

Porque o amanhã é sempre mais comprido
Que o hoje
E já dará para fazer
O que quero e não quero

Olho para fora
E vejo o que está dentro
E não me refiro apenas
Ao fenómeno que é a reflexão de luz

Há também a reflexão
Onde pensamos
Ou penso que é isso que acontece

Tenho sempre sono
Só não ressono
Porque não durmo o que quero
Quando quero

Não sei despedir-me
Porque não costumo querer despedir-me
Não sei dar fins às coisas
Porque não costumo querer parar

Muito menos começar.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Batatas refritas

Isto vai ser só um desabafo. Mas sobre nada concreto. Pode ter piada, nunca se sabe. Ou tem uma metáfora demasiado elaborada ou demasiado parva para vocês perceberem. Porque duvido que eu sequer perceba. Visto que me caiu na cabeça assim de repente. Rodeios são divertidos. Not. Cá vai.

Estão a ver, quando fritam batatas? Ficam assim crocantes, fáceis de partir e fazem "tru-tru" na vossa boca. Óptimas! Mas passando um tempo amolecem. Ficam aquele rijo e mole ao mesmo tempo que não tem piada nenhuma. Aquele rijo que não é rijo e aquele mole que custa a mastigar. Tipo antítese, e o caraças. Podem sempre refritá-las. Ficam um pouco mais escuritas mas voltam àquele estaladiço que faz com que comer batatas fritas não seja só um sabor delicioso como uma textura bestial. Paladar feat. tacto. Vá, and Pitbull.

Prosseguindo

Eu sou uma batata.

Lá estava eu plantado, na minha e aparece alguém que me descasca, corta-me aos cubos ou aos palitos, conforme o gosto, e põe-me em óleo a ferver. Eu começo a fritar. A quebrar cm facilidade. A ver a vida a passar mais rápido, a criar cenários ainda mais negativos que o presente, sem carpe diem para ninguém. Passado um tempo acalmo. Estou na boa, no relax. Estou molinho para o que me convém e rijo para o que for preciso. Aproveito os dias. Aproveito as horas. Aproveito os minutos perto de quem gosta de mim e de quem gosto. Porque estou no relax e estou lá bem. Não é ócio nem desleixo. É sorrir para a vida e ela piscar-me o olho. Depois alguém me mete a fritar outra vez. Mesmo que não seja de propósito. E esqueço o que me faz bem. E preocupo-me com nadas.

É isso.

Estou a começar a refritar. Não gosto, mas acho que não consigo evitar.

Por favor não me refritem.

Eu adoro-vos tenrinhos.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Espero

Ouço meios de transporte
São pelo menos dois diferentes

Penso que faço tudo
Ou quase tudo
Mas não faço nada
Bonito, nem tenho nada para fazer
Ou quero pensar assim
Sei que ainda vou pensar assim mais uma semana.

Fico assim até me apetecer
Amigos acompanhem-me
Zelem por mim
Este ócio é pior sozinho
Mães e pais, chamem-nos também

Consigo durar assim
Ouço mais meios de transporte
Mas estes vêem de dentro
Para partir ainda falta
As pessoas também me acompanham
Não tantas como os outros
Haverá mais daqui a pouco
Imagino se chegam mesmo
Avó serei eu...

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Intruso

Acho que não sou um intruso
Sou um elemento disto
Um transeunte
Alguém que passa bem despercebido
Mas não passa bem por isso
Nem se apercebe disso

Volto antes dos outros
Mas mesmo assim já é tarde
Há uma fila para a felicidade
Tenho o pensamento
Que nunca lá chego
Porque antes vem a fila do pagamento

Pagamento antecipado
Nunca gostei disso
Acho um procedimento errado
Apesar de ser menos complicado

Esperem

Cheguei à fila da felicidade
Isto está um pouco parado
E não é só de ser da universidade
É em todo o lado
Todo o lado, a todo o ano
Não querendo ser puritano
Sou só mais um

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Rotina matinal

Acordo,
Ainda não abro os olhos,
Penso,
Imagino,
Quero,
Abro um olho,
Fecho-o devido á luminosidade,
Penso mais,
Forço sonhos,
Quero mais,
Adormeço,
Sonho que me levantei e estou a sair do quarto,
Acordo sobressaltado,
Porque afinal não me levantei e não estou a sair do quarto,
Penso mais,
Penso se a pessoa em quem estou a pensar pensa na minha pessoa,
Vejo as horas,
Penso,
Vejo o tuíter,
Penso,
Vejo o telemóvel,
Penso,
Vejo que a fronha da cama saiu e coloco-a à pressa,
Penso se tenho os olhos abertos,
Reparo que sim,
Olho em meu redor,
Vejo um quarto desarrumado mas não na perspetiva habitual,
Penso,
Levanto-me?
Não sei,
E assim sucessivamente.

domingo, 9 de setembro de 2012

...Expiro

Acabou
A minha esperança
Espero que dê com outra pessoa
A minha dança

Sei que vais ler isto
O que até é engraçado
Eu nem me importo
Mas não me passa ao lado.

Queria só que soubesses
Que te acho especial
Mesmo que te rias
Não me faz mal

Só vives uma vez
É só nisso que eu penso
Mas vale ter-te dito isto que chorar
E assoar-me a um lenço

Não te preocupes
Não penses mal da minha pessoa
Eu digo o que penso
Não o digo à toa

Espero que eu possa
Continuar a ser teu amigo
Mesmo que não queiras
Ter nada fofo comigo

Podes pensar que digo isto tudo
Só porque estou narso
Mas sei que dizer o que sinto
Não é um erro crasso

Sei que vais ler isto
Que se lixe, até amanhã
Se leres isto, juro
Que te dou um croissant

(diz-me o sabor que preferes)

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Inspiro...

Será hoje?
Será amanhã
Que a minha vida vai mudar?
Talvez nunca

Mudanças drásticas acontecem
A mim não
Mas até me fazia falta
Ou queria que fizesse falta

Relaxo por agora,
Dando ouvidos aos reis.
É conveniente para mim
Já que não quero fazer mais nada

Será hoje?
Será amanhã
Que me vou sentir mal
Por nunca ter mesmo acordado?

Já previ infinitos cenários
Mas nenhum deles irá acontecer
E por isso inspiro
Talvez o meu coração se parta em pedaços

Mas pedaços de quê?

E porquê?

Só quando se partir é que saberei.

domingo, 2 de setembro de 2012

Sono? Não, não conheço.

Não tenho sono
E gostava de ter
Olha, mais uma coisa que não tenho
E gostava de ter
Giro

Bem, é que amanhã tenho que acordar cedo
E não quero
Odeio responsabilidades
Nasci ontem
Menos giro

Tarde? Não é assim tanto
Mas deito-me entretanto
Nos ouvidos ouço o Fachada
Que garante uma noite bem passada
A ver se não penso em nada
Que me faça mal
Já que acompanho o que sei de cor
Do Fachada e dos Arctic.
Comecei também a ouvir Two Door
Depois de ver o entertenimento da Sic

Desculpem a publicidade
Mas tinha que rimar
Eu até prefiro a rtp2
Que diz que está para acabar
É pena, aprendi bastante
A ver na 2 alguns documentários
Séries, desenhos animados
E outros tantos noticiários
Específicos
Das artes, das ciências
E deu-me indicações das novas tendências
Musicais, principalmente.

Queria dizer que não tenho sono
Quando me dava jeito
E sem querer recordei umas coisitas
Que se lixe, não sou perfeito.

MUITO MENOS EM POESIA XD

Isto não é algo que ao lado me passe
Tenho a completa noção
Mas como diz o Jonatás
"Tenho alegria dentro do meu coração"

Tive sorte de me aparecer a música aos ouvidos.
Se há coisa que zelo é o meu milhar de músicas que trago no bolso.
Acho que já ganhei sono.
Nem me estou a esforçar para esta quadra ficar bonita

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Aceitação

Já não me sinto a mais
Até me sinto bem
Mesmo que não tenho encontrado quem
Me quer só porque sim

Sinto felicidade cá dentro
Calculo que haja mais gente
Que esteja também contente
E poucas vezes o soube

Estou aqui a sorrir
Compreendo que fiz más escolhas
Mas há sempre mais folhas
Onde posso escrever o meu destino

E basta-me isto
Pelo menos de momento
Acabou-se o desalento
Que eu há muito já nem exprimia

Tentava a todo o custo
Procurar alguém para o meu lado
Rapidamente ficava amuado
Não é assim que as coisas acontecem

E basta-me isto
Pelo menos de momento
Não faz mal, já não tento
O que tiver de ser, será.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Toque

Quero sentir esse toque
A minha mão na tua face
Quero que me provoque
Quero que desenlace
Aquilo que já sinto ainda sem sentir
Mas não sei, devo me estar a mentir

Quero sentir esse toque
A tua língua nos meus lábios
Sei que me vai deixar em choque
Como que cortado por um gládio
Essa língua que daqui consigo ver
O resto estou-te a prometer

Isto talvez seja demasiado. Mas faz sentido, certo?

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Suponhamos

Como é suposto conseguir dormir com a chuva a bater-me no vidro?
Como é suposto conseguir dormir quando tu me cais assim de repente,
No cérebro,
Na cabeça,
Na mente?
Na conse

Como é suposto eu saber o que queres que eu diga?
Como é suposto conseguir acertar,
Completar as tuas frases,
Com mais que um ponto final?

Não é assim!
Pelo menos acho que não é assim,
Não sei quem faz estas regras...

Como é suposto eu sequer saber o que quero
Para o resto da vida,
Se não sei que filme quero ver agora,
Que livro quero ler agora?

Sei que te quero.
Às vezes.
Mas isso não é assim!

Tenho que querer dar mais.
Tenho que querer.
Já não quero.
Nem quero querer,
Nem quero crer.

Diz-lhe esta noite.
Diz-lhe esta noite, por amor de Deus!
Já não quero.

Timing é chato.

Suponhamos

Suponhamos que é tudo fácil,
Que eu posso sorrir ao pé de ti,
Que eu consigo sorrir ao pé de ti,
Que o que sai da minha boca é o que queres ouvir,
Que o que sai da minha boca é o que queres sentir,
Que não seja preciso sair algo da minha boca para estar tudo bem,
Que isto é mútuo,
E não triste.
Isto já não é nada,
Ou melhor, é nada.

Não nasci para isto
Acho que ainda não nasci para nada.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

¡Ay Caramba!

Sinceramente não sei porque pensei escrever isto, baseando-me apenas na tua frase. Gostei dela, apesar de não gostar que ela exista. Foi curta, sucinta. Disse o que tinha a dizer.
Por um lado preocupa-te, rói as unhas, arranca o cabelo. Foi um erro não muito comum, um erro para o qual devias estar devidamente preparado e não deverias ter cometido. Ainda vais ficar muito tempo a pensar nesse erro crasso, se as suas repercussões no teu futuro forem grandes, e durarem um tempo que não estavas à espera de esperar.Odeia-te hoje e durante mais um bocado, mas um dia destes acorda e sorri por nada. O que nos leva ao outro lado.
Por outro lado esquece isso. Isso não é nada comparado com erros que vais cometer na tua vida e nem te apercebes do quão graves eles são quando os cometes efectivamente.  Preocupa-te em te divertires, e aproveita as repercussões que vais sofrer para aprenderes uma lição importante para o futuro. E assim vais deixar de cometer alguns erros. Não sei se isto é um bom ou mau conselho, mas, de qualquer modo, é um conselho, segue-lo se te apetecer.
Fiz isto para ti, por causa dessa frase, por causa do teu acto, ou da ausência do teu acto. No entanto acho que isto se pode aplicar a muita gente, incluindo eu, que tenho cometido cada vez mais erros ultimamente. Ainda quero ver se aprendi alguma coisa com eles. Boa sorte e até um dia destes.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Não cos vários deleites e infinitos, que afeminam os peitos generosos

Lembrei-me que existia esta caneta. É fina e pesadita, aprecio-a. Parece cara. Deve ser cara

Se fosse a vocês, lia isto a ouvir no fundo, baixinho, para a letra não atrapalhar, a música Two Kinds of Happiness dos The Strokes, está aqui o link, #soutãofofo

Não acredito que já passou mais de uma semana desde o concerto dos Azeitonas. O tempo tem andado muito depressa e eu simplesmente acho que não o tenho conseguido acompanhar. Talvez me falta ar puro, talvez me falta convívio a sério, mas estes dias estão a passar muito depressa e eu temo que não vá conseguir aproveitar aquelas que serão as últimas férias a sério. Acho que estou a escrever isto há pouco tempo, mas já deve ter passado meia-eternidade. Por este andar, vou chegar ao dim da minha vida e direi "meh, só isto?". É que eu pensava que aproveitava a vida ao máximo nos últimos tempos e agora vejo que o que vivo agora é só pouco mais que nada. São vitórias sem significada efectivo e desculpa citar-te Diego, mas tens razão, as derrotas não são feitas de verdadeira dor. O problema é que eu sinto todos a viverem e só eu fico assim, na berma da estrada, Ao menos ficasse aqui outra pessoa para me fazer companhia. Tenho antes que viver para escrever alguma coisa de jeito, importante ou pelo menos alguma coisa que interesse só a mim. Vamos ver se consigo, ou pelo menos tento.

Mais um exemplo típico da minha estadia neste mundo

Fausto

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Macumba

Ok, já percebi como é que se faz "enter" nisto

Estão a ver?

AHAHAHAH!

Isto não é assim tão divertido

Prosseguindo...

Sentia-me perdido
Apetecia-me alguém
Levava comigo memórias que não aconteceram
Ou que ainda não aconteceram
Mas levava para todo o lado
É agora que eu percebo

Estou só aborrecido
Sou mesmo o inadaptado

Fujo das obrigações
Imagino-me à mesma com um bom futuro
Assim nem chego lá, talvez

Tenho que parar de fazer poemas só porque sim
Tenho que parar só porque sim
E viver só porque não
Há nada melhor a fazer

E tal como tudo o que eu faço
Este poema tinha empenho no início
Mas depois só me apeteceu ser sincero
Vírgula

terça-feira, 24 de abril de 2012

World's Greatest Dad

Primeiro, este modo de escrever no blogger parece-me demasiado inovador, não me agrada muito e interrogo-me se dá para voltar ao estado anterior das coisas mas isso raramente dá, não é? Segundo, queria que esquecessem o primeiro, foi um desabafo desnecessário para a dita beleza do post. Então começando: Basicamente vi um filme que fez com que parecesse que mudou tudo na minha vida, fez-me olhar para tudo e para todos de modo diferente, até fez-me chorar, por amor de Deus! Fez-me pensar que a procrastinação, o adiar as coisas, é atrasar o inevitável. Por vezes podemos atrasar tanto que já não vamos estar cá para desfrutarmos efetivamente das coisas. Nós estamos sempre à espera de um sinal que nos faça ver o mundo de outra perspetiva, um sinal que nos faça atuar. Penso com frequência que me arrependo mais daquilo de que não fiz que daquilo que fiz mal. E até é verdade. Há tanta coisa que eu ainda espero que me caia um sinal do céu, uma seta feita de nuvens a apontar para a pessoa certa talvez. Tenho que ser eu a fazer essa seta. Cara meia-dúzia de pessoas no máximo que vai ler isto, por favor façam algo. Não esperem que apareça um sinal divino. Eu juro que vou tentar fazer o mesmo. E sim, claro que ia chegar a esta conclusão: Amem e sejam amados. Pela mesma pessoa, já agora (só para quebrar o gelo). Até à próxima.

sábado, 7 de abril de 2012

Pensamentos que eu tive na bela da Andorra mas como não tinha nem internet nem papel nem caneta nem lápis nem papel não pude escrever e partilhar. Estão de momento no meu telemóvel.

(isto são mesmo notas reais, algumas apenas aplicáveis à situação mas todas demasiado implícitas para eu estar a explicitar)

As situações são todas diferentes. Tal como as pessoas são todas diferentes. Tens que olhar por mais de um ponto de vista. Para todos. Para tudo.

A sério que em menos de 24 horas já tiveste uma recaída?! Sinceramente já estava à espera. Mas de qualquer modo tenho pena de ti.

Não podes fazer tudo o que fazes na possibilidade de um futuro mais risonho. Faz só o que achas que tem mesmo uma grande probabilidade de se realizar. E não te enganes a ti próprio. A sério, seu pussy.

quinta-feira, 22 de março de 2012

A barreira

Passam os dias, eu permaneço
Não me esforço, mas não me esqueço

De ti, ó musa indefinida
Complicada mas divertida
Não te conheço, não te espero
Mas para mim não és menos que vida
A vida hisurta e prometida

Dá-me um sinal
Vem ter comigo
Visita-me de um modo subliminar
Não faz mal
Depois já não falo, não digo
O quanto te poderia amar

Não te acanhes
Quero que te empenhes
O mínimo

Não espero
Mas és só tu quem eu quero
Ó musa indefinida
Ah, a felicidade perdida
Antes de ter sido tida

Ou então odeia-me
Não me deixes na dúvida, no purgatório
Faz algo aleatório
Mas faz algo, que já não tenho forças
Talvez nunca tenha tido
Estou mesmo arrependido
Do toque inferior
Nunca pensei que me causasse esta dor
Dor psicológica
Que mesmo sem ser lógica
Fere e arde

Já estou a especificar
É melhor parar
Por agora

domingo, 11 de março de 2012

Retoma, talvez

O último post foi demasiado objetivo. Sinceramente, era esse o objetivo. Juro que não volto a postar ébrio.

Antes ter e depois não ter
Que nunca ter tido
Maior é o sofrimento de não conhecer
Que perder o amado

Enlacemos, vá lá
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domingo, 4 de março de 2012

O tempo é relativo

Há gente que percebe tanto disto
Eu fingo que percebo e rio-me
E sou estúpido
Isto não é poesia

Queria falar
Queria conversar
Mas não consigo
Sinto-me enjoado quando a vejo
Talvez seja só o desejo
Ansiar aquele beijo
Talvez só aquele olhar
Nem era preciso namorar

Esqueçam fãs
Acabou-se os porquês, os ãs
Estou farto disto tudo
É o tempo, dizem eles

Pensa com calma, amigo eu
Quando tiveres uma ideia fixa, faz
Actua
Tens saudades de saber quem ela é
Tens saudades de a descobrir

Isto já não tem piada, amigo eu
Há quem perceba tanto disto
E tu questionas-te
Há que perceba tanto disto

E eu tenho tanto medo
Que o medo me persegue
E me faz doer tanto
Me faz ter tanta vontade de viver no mundo aparente
De acordar às sete da manhã
Só para ficar até ao meio-dia a sonhar
A ver um mundo perfeito contigo
Ó ser que não conheço
E que queria conhecer
E que queria só ver mais que um segundo
E queria só dizer-te um olá tão momentâneo
E tão importante

E adeus ser
E adeus eu
Tenho saudades do que nunca tive
E quero-te só para mim

Adeus fãs
Adeus eu
Adeus tu

Fazes os dias mais felizes
Mesmo pensando que eu não existo fazes-me feliz
É tudo tão fácil

Dorme bem então
Cara amiga, caro amor
Sinto-te tão longe
Fui tão parvo

Eu mal te conheço
Conheço-te através de um pequeno ecrã
E sinto que já te quero amar tanto

Por favor diz-me algo se achares se isto é para ti.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Provavelmente apenas uma confissão

Estou farto de mim próprio mas digo já que é bastante provável que não vou mudar nada. Não vou voltar a iludir-me, já deixou de ter piada. Quero só dizer que odeio pseudo-apaixonar-me. Vá, sentir aquele turbilhão de emoções devido a certas semelhanças e imaginar um futuro prolífero. Dados vagos, possivelmente incongruentes. Provas de amor e paixão ínfimas. Tudo isto baseado numa visualização do tempo a retroceder. É que nem sequer percebo metade da metade da metade de tudo isto. Esqueçam, isto mal deve ter significado. Vou olhar para isto amanhã e esquecer-me de quem e do que é que eu estou a falar. Sou uma folha que vai voando consoante o vento. E quando o vento para eu paro. Espero que um dia o vento sopre para um lado e eu voe para o lado oposto.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Este texto já tem uma semana. É mesmo só para dizer que publico algo novo.

Faço a nomenclatura de cadeias
Que desencadeiam reações
Faço isso rápido mas nem muito bem
Mas falemos de outras diversões

Hoje fui à farmácia
Comprar métodos contracetivos
Apercebi-me que ter uma relação sexual
Talvez devido à crise actual
Ou à ausência de métodos inventivos
Custa 70 cêntimos efetivos

às vezes preferia um pastel de nata
Nem sempre engorda o que não mata
Estou numa situação que nem ata
Nem desata nem pervalece
E ela rapidamente adormece

E eu finjo que não me importo

Isto sou eu a pensar
Se a mim acontecesse
E continuaria a divagar
Se a caneta não se aborecesse
Ela aborreceu-se

Falemos de factos

Hoje cruzei e descruzei olhares
Fez-me sentir bem
Fitar alguém que também
Não duvide que haja quem
Sofre mais da solução que da causa
Apetecia-me fazer uma pausa
E dormir uma curta eternidade
É que estas jovens de terra idade
Têm mais a ensinar que a aprender
E eu mais a ouvir que a dizer

E eu finjo que não me importo

Mas há quem me faça sorrir
Ao chegar e não ao partir
A partir de uma certa altura
Contemplamos a dita dura
E acaba o sorriso
Sofro mais então
Abraçar o peito liso
Não me faz sentir um garanhão

E esqueço isto
Há quem sofra mais que eu
Perdi o sorriso
Mas fui eu quem prometeu
E cumprirei eventualmente
Este sentimento nasceu
Matei o outro de boa mente

Yada, yada, yada
É como me ouço a mim próprio
Parece que não sinto nada
Vou a ver sinto tudo
Quer sentimentos, sensações
Opções que tomei
Agora deixam-me mudo

Vou sair mais cedo da aula
Sair mais tarde não me rala
Mas sair cedo ajuda

Se for infantil conta à mesma

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Mas e se o senhor fizer alguma besteira?

Diria que besteira é uma das melhoras palavras que já ouvira. Talvez ex aequo com banheiro. De qualquer modo vamos lá fingir que fazemos poesia.

E se eu fizer alguma besteira?
Definindo besteira
Fico indefinido
Fico com dúvidas

Duvido da verdade
Da realidade
Duvido de ter a certeza de alguma coisa
Duvido da minha existência concreta

Mas quando falo ou penso
Ou penso que falo quando escrevo
Ou penso em escrever
Acabo por falar mais do que dizer

Divago em algos com pouco conteúdo
E contenho-me
Talvez para não contrariar
Ou não ser contrariado

De qualquer modo sorrio
E espero encontrar a coragem

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Olho para o outro lado
Talvez por receio
Talvez por vergonha

No entanto sorrio
Sorrio por ver aquele sorriso
Que quase que tapa os olhos
Os seus e os meus

Talvez chegará o dia
Em que não tenha vergonha
Que não tenha receio
De ver aquela figura reconfortante
Que é reconfortante só porque sim
E é assim que eu gosto

Infelizmente
Sou roído pelas falácias
E FECHO OS OLHOS
Apaga-me a alma
Afaga-me a alma

E acordo
Olho para o outro lado
Talvez por cheirar o perigo
E não me querer sentir desolado
Mas só sei se tentar

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Lembrei-me desta música e tinha que verticá-la. Sim, porque verticar é um verbo.

Sonhava frequentemente
Hoje acordei sem me recordar
Um sonho era o que me chegava
Também ajudava não me chatear

Uma vez mais vou me deitar
Perdi a esperança de sonhar

Aprendi a desaprender
Não me interessa mais
Depois queixo-me, mas que se lixe

Louvo aqueles que se interessam
E admiro os que ouvem os outros
Também

Mas fujo das opiniões
Escuto-me a mim

Gostava de saber ouvir
Ou só querer, já era bom

Hoje acordei sem me recordar
E amanhã vai acontecer o mesmo
Porquê?

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Gostei de ler isto, sei lá, teve ritmo

A poluição abafa, impede
A badalada incerta
Do que certamente
A saudade mede

A cruz que carrega
É a que eu descarrego
É a alma que rege
O que eu não rego

E assim não dá frutos
Nem sequer chega a flor
A distância entre os mundos
Apenas provoca dor

O início da semana, o início de algo diferente em todos os parâmetros...not

São oito horas e cinquenta minutos
Morro um bocadinho

Nunca cheguei a perceber como se escrevia
Cincoenta ou cinquenta
A segunda parece-me melhor
Mas o que nunca parece melhor
É morrer aquele tal bocadinho

Morrer que morro sempre
Mas já nem morro muito
Pelo menos tanto como morria

Pergunto-me se vale a pena
Respondo-me que não
Pois não era realmente um pergunta retórica
Embora parecesse a priori

Este texto não tem jeito nenhum
Pelo menos despejo grafite para um papel
Despejando gritos para um papel
E depois despejando desinformação para a rede
Que nos atrai e assemelha
Valores entre entes queridos
Desconhecidos

Ás vezes queria ser toupeira
Para não ver
Ou só ver menos bem

E ser meia mosca
Uma mosca sem asas
Para não ouvir
E não voar muito alto
Nem sequer baixo

Enfim,
Uma criatura assinestética era o que queria ser
Era mais fácil sobreviver talvez
Era o que me cabia nisto a que chamo corpo.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A procrastinaçao - Capitulo 3 - Ahah, estou tão chateado comigo próprio e vou descarregá-lo nesta plataforma

Então recomecemos

A vida vai ser a mesma
Apesar de ser um novo ano
Espero sempre que tudo vai mudar
Drasticamente
Outro engano

Outro erro comum
Talvez compreensível
Olho para o mundo com olhos diferentes
Mas não é por eu mudar de lentes
Que ele vai mudar
Que finalmente será possível
Será possível acordar

Mais uma vez estou chateado comigo
Um par de dias minimamente engraçado
O terceiro dá-me uma chapada de lado
Caio desamparado
Sorrio ironicamente talvez
Já devia saber que não seria desta vez

Não sei, vou continuar assim
Não é que me faça triste nem nada
Mas não sei sinto sequer algo

Afogo as mágoas no 9gag
Não é mal dele
Sou eu quem o persegue
A ver se faço um risinho para mim próprio quando vejo algo com o qual me identifico e parece-me que existiria uma alma gémea do outro lado do globo
(E agora a clássica piada)
Bem, há 140% de probabilidades de eu a encontrar

Se é assim não perco a fé
Ou a vontade

Adeus, meia-dúzia de seguidores

Interrogo-me se alguém lê isto
Nem me interessa mesmo
Eu só me interessaria por aquele alguém
Só aquele alguém verticalmente verdadeiramente implícito