sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Olhos que penetram
Assim do nada

Olhos tristes
Sobrancelhas duvidosas
Fazem olhos duvidosos

E quando eles olham
Penetram
Assim do nada

Sinto-me culpado
Por fazer tudo o que não devo
Não devo nada a ninguém
Menos a mim

E não pago
Não presto contas
Só presto atenção
Ao que não devia prestar

Não quero estar a meter
Naquilo que não percebo
Mas ultimamente
Não tenho percebido nada

É mais difícil

Dantes não era
Era linear

Sinto que existe
E não existe
Restos de quê?

Implícito
Não está implicito
Êxodo não era mal pensado
Sumia, subia, daqui para ali

Mas não resolvia nada

Eles penetram
Assim do nada
Eu sem reacção

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