segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Se eu soubesse mais mais cedo

Passou mais um dia
Mais uma vez
Não vou dormir
À hora que queria

É tarde
E estou a ser literal
Está escuro
Menos carros passam
Devo ser normal
Porque dormir pouco para mim é duro
Ao menos fosse mais maduro

Eles nos filmes
Arranjam tudo o que querem
Eu quero crer que é só no ecrã
Mas amanhã
Acordo a querer tudo
Como se fosse fácil

Tomara as vidas serem filmes
E os filmes serem vidas
E estarmos sentados
No sofá no nosso filme
A ver vidas na têvê
Porque queríamos
E mais tarde ou mais cedo acontecia o que é suposto acontecer

Por aqui não há guião
Pelo menos eu não tenho
Nem sequer esforço, empenho
Trago na minha mão vazia

Por isso vejo a vida passar

Faço o que não gosto
Quando sequer faço
Conheço todos os dias novas faces
Que me causam embaraço

Embarco na nuvem
Que me leva ao mesmo lugar
Mas a nuvem levou-me o gosto
E a vontade de gostar

Não sei para onde levou
E nem sequer me interessa
Só quero que pareça
Que sorrio mesmo e não tenho pressa

Claro que tenho pressa
De sair daqui, ver algo diferente
Ver algo que desconheço
Quer de trás ou de frente

E hei-de encontrar isso
Mais tarde ou mais cedo
Mais longe ou mais perto
No dia e que acordar sem medo
Quando estiver mesmo desperto

Desperto e disposto
A abraçar o negativo
A abandonar o meu posto
E ser mais activo

Ser mais activo que nada
Não será complicado
Passa-me sempre tudo ao lado

Ao lado ou pelo meio logo
Não há meio de sentir
Começo logo a deprimir
Não há fogo para apagar
Nem haveria fontes para apagá-lo

E que tal acabar com:
Isto está a ficar grande e a mancha gráfica não deve estar má e engana preguiçosos. Além disso tenho que ir dormir e estou aborrecido. Isto teve sequer uma sequência lógica?

Pode ser?

Ok.

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