quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Neura

Gosto da palavra "neura"
Embora não goste do seu significado
Dou-me às vezes com ela
Como quem se dá com o namorado

Aparece-me de repente
Faz-me uma espécie de surpresa
Ao início parece engraçado
Mas não quando me torno a sua presa

E mando vir com ela
E ela manda vir comigo
Eventualmente vamos a ver
Já sou só um amigo

Mas eu da neura
Nem amigo quero ser
Ela serve essencialmente
Para me fazer sofrer

E olha para mim
E ri-se com isso
Esquece-se rapidamente
Do seu compromisso

Em suma, eu e a neura
Nunca nos damos bem
Esforço-me tanto
Menos quando ela vem

Este poema
É no mínimo imbecil
E é destes que as pessoas gostam
Novecentas em cada mil

Porque rima mais ou menos
E é ritmado quando tu lês
Mas é merda
Lá está a neura outra vez

Sem comentários:

Enviar um comentário