segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A abstracta concretização do eu, do ex-eu e do vós

Desisto da insistência
Mas persisto na desistência
Recordo-me de quando me recordava
De gostar de gostar da inocência
Da infância

A ignorância desculpada
Mas a dúvida colocada
O aumentado conhecimento
A ausência de desalento

A cura rápida de fazer um doí-doí
A culpa efémera de fazer uma asneira
Daquelas simples que nada destrói
Não mais que uma brincadeira

Não menos que viver
E assim que vejo a infância
Ninguém ma pode devolver
Tenho que deixar esta ânsia
Tenho que deixar-me disso

Se a pessoa delimitante
De repente se torna enfastiante
Então adeus, a rima esta fácil

Se a reacção do publico
E uma reacção apaziguadora
A conotação Psico-motora
E um tema lúdico a tratar
Então toca a trabalhar

Relacionar, dividir
Encontrar, descobrir
Usar numa peça
Escrita ou falada, ora essa!

Muito forçada esta última rima
A que se encontra por cima
Mais uma vez fácil
Que nojo que acho de mim

Que pena tenho da ausência de inspiração
Da ausência de algo outrora ate jorrante
Mas nem tanto aliciante
Por parte do leitor
Não tenho pinta de trovador
Então adeus.

Há males que vem por mal

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