domingo, 22 de dezembro de 2013

Visita habitual à gaja do costume (provavelmente a última)

Sofrer tanto,
Constantemente
Porque eu não sei

Sofrer constantemente,
Tanto
Porque é que não sei?

Talvez saiba
Mas sei que não vale a pena
Sei que é parvo sofrer
Se já sofri tanto antes

É só fazer um esforço
Para não me esforçar
Para não sorrir
Quando não faz sentido sorrir

Por vezes sinto que ela caiu do céu
E o desgraçado em baixo fui eu
Tão cego para não ver
Que foi acaso amortecer

Vou estar lá quando ela quiser
Mas não quando for preciso
Será esse meu compromisso
Já que não me comprometo a mais

Dantes reciprocidade era o que queria
Agora não tenho a maturidade que julgava
Se fosse tão intensa como pensava
Pouca diferença fazia

Porque ela é só um placebo
Para eu pensar que vou bem
Finalmente eu percebo
Sou pouco mais que alguém

Alguém amigo, apenas ombro
Até à próxima vez que se desleixe
Pela boca beijei
Pela boca sorri
Pela boca morre o peixe

domingo, 15 de dezembro de 2013

última semana de aulas

Chego a Lisboa num domingo, que amanhã
Tenho teste cedo, levo uma vida vã
Se eu tivesse aquela capacidade de estudar
Amanhã depois do teste era capaz de comemorar
Mas chego a Lisboa, ao meu quarto, terceiro andar
De uma residência aprazível de habitar
Que tenho um quarto para mim e um quarto do meu tempo
É passado a dormir, quando há algum vento
Fecho a janela para não sentir o frio
Que me gela de cima abaixo, coisa que não aprecio
Mas deixo o estoro aberto, porque se estiver fechado
Às dez horas da manhã não estou acordado
E dado que costumo ter aulas às oito
Gosto de acordar às sete e comer umas torradas
Depois ainda apanho o metro para a Cidade Universitária
Tanta gente que estuda lá, que coisa ordinária
Mas acho que a minha faculdade é a que tem menos alunos
Apesar de ser tudo gente boa excetuando dois ou três faunos
Mas paremos de falar do quotidiano, é costume
Chegar a casa e ver na janela que há lume
Na lareira da casa da família do outro lado
O que me faz sentir um pouco mais resfriado
Aquela sensação de chegar à cidade onde estudo
"Estudo", que é como quem diz, vou a meia dúzia de aulas, nunca sei tudo
E ver uma família jovem a ver o Disney Channel
Traz-me memórias antigas de uma infância com sabor a mel
Infância que perdura aos fins-de-semana
Na terrinha que é cidade que só dívidas emana
Está na moda estar na bancarrota, nunca esteve tão perto
Mas quem sou eu para dizer isso, não sou político nem esperto
Se o fosse estava agora a estudar e não a fazer poemas
Nesta língua com acentos, cedilhas, mas não tremas

(inspira, expira)

Mas não temas, que um dia eu curo-me e podemos ser felizes
E ter crianças, primeiro um menino, como tu dizes
Para proteger a menina, que há-de vir mais tarde, é justa a causa
Mas não muito tarde, vê lá isso, cuidado com a menopausa
Se te ris disto, é sinal que não estás com o período
A merda é eu não ser um homem, não passo de um miúdo
Quando passar desta fase não vais estar à minha espera
Que há aí muita gente que te há-de tratar como era
Suposto eu te tratar, desde anitgamente, desde o início
Quando eras mais que uma crush, mas menos que um vício

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Comer gajas. Só que não.

Cada frase é um passo em falso
Faço questão de cometer esse percalço
Antes visto-me e depois é que me calço
E saio porta fora

Não escolho o elevador, mas ele quer que eu o escolha
E pisca-me olho, quer adicionar uma folha
Ao livro que eu nem comecei, tenho que meter uma rolha
Nesta poesia de vão de escada a esta hora

Não perdes pela demora

Chamo-te um vício
Chamo-te um figo
Chamo-te um táxi

E vou a pé, que não quero merdas
E vou a pé, que vou mais perto que do teu lado

Sdds de quando era apaixonado

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Mellotron

mAS COM MENOS DROGAS

Passo muito tempo sem pessoas
A inflar o meu ego nojento
Que nem sequer ego é

Depois olho para os meus sonhos
E vejo-os mais reais do que isto
Isto que devia ser uma vida

Olho para trás e não consigo discernir
O que aconteceu e o que sonhei
Acho que é tudo o mesmo

Por um lado sinto que vivi os sonhos
Mas por outro sei que sonhei a vida
E sonhei os sonhos

Tenho que acordar um dia destes
Antes tenho que adormecer

sábado, 7 de dezembro de 2013

Eu, há dois anos e meio

"Vou continuar a minha vida a guardar o grito de ansiedade que tanto quero emitir, porque isso não ia despertar sentimentos nem despoletar reacções que fossem minimamente benéficas para mim ou para os que me rodeiam."

Citar-me a mim próprio é demasiado egocêntrico

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Tangente

Tanta gente que eu amo
Tanta gente que eu adoro
Tanta gente que desmamo
Tanta gente a quem imploro

Tanta gente que fica
Tanta gente que já não vem
Tanta gente que suplica
A mim, que não sou ninguém

Tanta gente que nem conheço
Tanta gente que nunca vi
É a essa gente que peço
O que fui eu que prometi

Tanta gente envolvida
Em iniciativas interessantes
E hei-de acabar a minha vida
Com os meus brutos diamantes

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Anos

Já não faço anos há uns meses
E há uns anos que perdeu a piada
Para quê festejar tantas vezes
Estarmos mais velhos que na noite passada?

Mais um ano, mais um dia
Mais saudades do passado
Responsabilidade não era o que eu queria
E não digo isto para ser engraçado

Se for, tanto melhor
Mas a verdade é que deprimo
Sinto tanta, tanta dor
E ninguém aqui para me dar mimo

Engulo em seco, quase choro
Quando me vêm dar os parabéns
A sorte é que facilmente melhoro
Para o rancor não tenho armazéns

A vida estava-me a correr tão bem
E aparece-me esta data no calendário
Não sei porque é que houve alguém
Que achasse necessário

Apontar quando um gajo nasce
E celebrar todos os anos
O envelhecimento sempre precoce
Que só nos deixa menos humanos

Mais um passo à beira da morte
Um mais longe da beira-mar
Se eu um dia tiver sorte
Vou para a campa só para ficar

No vosso coração, gente fofa
Terei sempre essa fé
Agora vou para a alcofa
Que faz-se tarde e eu hoje sou bebé



segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Tinha saudades de pseudo-sonetos.

Não, não passa desta semana.

Morro um bocadinho por dentro
Tinha calor no outro dia
Está a acabar Novembro
E agora a temperatura está fria

Demasiado fria, que tremor
Mas estou mais confortável que aflito
Só com este frio ao meu redor
Vou em busca do que realmente necessito

Do que realmente me aquece
Não me canso de o dizer
O sentimento não falece

Queria que estivesses aqui
Vê o que me fizeste fazer
Provavelmente o centésimo poema sobre ti


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Face volte

Não há calma.
Muito menos karma.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Suspender o suspense

Tantas vezes te imaginei
Só te devo ter visto agora
A mim não me deves nada
A ti devo-te o mundo
Se alguma vez chegar a hora

O teu cabelo que começa
Sempre onde deve começar
Só acaba onde tu queres
Fica bem assim
Não lhe toco para não estragar

Mas olho para ele, para ti
Ambos feitos para eu sorrir
O teu sorriso não sei adjectivar
Nunca o consegui imaginar
Quanto mais definir

Posso falar dos teus olhos
Mesmo sendo um cliché
São lindos, mesmo fechados
Questiono-me se estás a dormir
Ou se só pensas. Pensas em quê?

Será que tens frequência para a semana
E estudas a matéria na cabeça?
Não fazes tu senão bem
Estudar é importante
É bom que ninguém se esqueça

Chegamos aos Restauradores
Parece que é aqui sais
Por um lado é bom
Terei saudades, mas se aqui continuasses
Começava a descrever as tuas fossas nasais

E nem são nada de mais

Oh, desenvolturada rapariga aleatória do metropolitano
És tu quem faz de mim um ser humano
Começou agora a peça e já caiu o pano

Para a próxima, é nos Restauradores que eu saio
Não me chega olhar para ti de soslaio
E é assim que eu me distraio

Boa tarde.

Senseless

Não sei nada, nunca soube
Soube melhor quando subiu
Um sabre afiado corta-me o senso
Mais que quando ela se riu

Chego a casa com saudades
Mas não sei como hei-de as matar
Que só quando me afasto
Ela parece querer se aproximar

O pior não é a fama
Penso para mim, por vezes
Sinto o seu cheiro na minha cama
E não cá vem há dois meses

Não sei ainda se quero ganhar
Ou continuar a jogar
O que é que é mais capaz de desgastar?
Quero esse

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Tanto mistério...

Marimba ou marinheiro?

O meu problema és tu
O maior problema sou eu
Porque o meu problema é pensar
Que é pena não ser problema teu

O meu problema é interagir
O meu problema é reagir
Mas o maior problema a reter
É saber quando devo agir, e não o fazer

Tenho dúvidas, todos temos
Tenho dúvidas se dúvidas tenho
Se eu amo mais quando me despeço
Ou se amo mais quando venho

De qualquer modo é estranho
De qualquer modo ser um estranho


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Volte face

Thought of you as everything
I kept but couldn't have.

domingo, 20 de outubro de 2013

Ombro

Tenho uma mão cheia de bem
Outra cheia de pecado
Não sei se é bem pecado
Talvez seja só um recado
Para deixar de ser alguém

Alguém que sou mas não pareço
Alguém que parece que me esqueço
Que sofreu danos no passado
Não foi assim tão pesado
Mas doeu

Podem achar que gosto do peso
O que pode ter várias interpretações
Mas se és alguém que mal me conheceu
O problema é mesmo meu
Não sou eu quem parte corações

Afinal enganei-me

Tenho só uma mão bem cheia
Sim, está cheia de pecado
A outra está vazia atualmente
A outra espera ansiosamente
Por aquele outro bocado

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

SuperAlgumaCoisa

Está-me a dar um ataque de solidão
Não há cá solidez defensiva
Não é desilusão
Pelo menos definitiva
Só definho na minha faceta obsessiva

Não sei o que é melhor
Se negar ou admitir
Só sei que se continuo a pensar
Sou capaz de deprimir
Parece que estes sentimentos não têm planos para fugir

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Diagnóstico vago, dúbio e parvo

Não possuo a capacidade de pensar
Em coisas que efetivamente fazem falta
Sei que La Valetta é a capital de Malta
Mas não me sei analisar

Porque a cena de falar de amar já chateia um bocado o público.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Overdose de glucose

Fui só um dia mau
Um dia não

Podia ter sido pior
Podia ter sido melhor
Mas foi o que foi
Não há nada a fazer agora

De amanhã não passa
Que eu estou farto de adiar

Foi um dia mau
Com ornatos violentos
Com ordenados violentos era giro

Isto está um bocado amorfo
Que eu estou numa casa de banho pública
Que cheira a mijo e a merda
Ou como gosto de chamar, "mejo"
Ou "mirda"
O que nem escapa muito às palavras progenitoras

Além disso estou com uma overdose de glucose
Que heroína é muito mainstream
E mais caro
E mais ilegal

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Cona da mãe

Sou um gajo solitário
Não sei o que é ser solidário
Tenho o hábito de ser otário
Em momentos inoportunos

Não sei se é azar ou sorte
Mas quando eu estou forte
Quando chega o meu turno
Parece que isto não para

Mas depois também não dispara

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Faz

Este cheiro a naftalina
Não sei se mais ou menos doce que a cantina

Porque um gajo até se habitua a ao cheiro
Não se habitua ao sabor
Até se desabitua
Se a pessoa da mesma forma nao actua.
Se a pessoa fora outrora menos tua

Mas agora sentes-te traidor
Mais a ti mesmo que a outrem
Sentes algo que não é dor
Sentes algo que não convém

Porque sentes algo que não faz sentido
Finges que sentes para dizer que sim
Sentes assaz menos que há um ano vivido
Mas também sentes que não haverá fim

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Samir Nasri

Vou experimentar fazer um texto corrido, que isto de parecer bonito e não o ser não tem piada nenhuma. Deste modo não vai ser nem parecer bonito.

Sou um gajo que faz promessas a mim mesmo com certa frequência.

Sou um gajo que faz promessas a outras pessoas com demasiada frequência. Raramente cumpro ambos os tipos. Mas quando faço uma promessa costumo pensar no assunto, mais depois do que antes. Só fazendo promessas me apercebo do que é importante na minha vida. Porque só após fazer uma promessa apercebo-me se quero ou não fazer tal coisa. Quer me faça bem ou mal. De qualquer modo, após fazer uma promessa cumpro-a durante cerca de uma semana. Durante cerca de uma semana pondero as decisões que tomo. Durante cerca de uma semana tenho a certeza do que estou a fazer. Depois disso, vivo um bocado ao sabor do vento. Nem sequer me sabe bem. Quer dizer, não me sabe a nada. Talvez não tenha sonhos demasiado concretos. Talvez até tenha, mas não tenho razão concreta para lutar. Talvez até tenha, mas não me apetece. Porque fazer nada sabe melhor do que fazer algo. Prefiro comer uma coisa que não saiba a nada do que um limão. Apesar disso faço promessas. Promessas que sei que não vou cumprir. E passado uma semana apercebo-me que posso magoar alguém que não eu. E passado outra semana esqueço-me disso. E passado outra semana sou capaz de fazer outra promessa. Talvez a mesma.

E como agora pus-me a ver merdas no facebook, perdi o raciocínio.

Resto de boa tarde.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Uma frase curta

Não sei se o aroma
Talvez o sorriso
O rabo não é de certeza
Que não sou gajo de rabos

Se calhar é aquela cara caricata
É aquele giro mas estranho
Mais giro que estranho
Nem tanto

Mas alguma coisa me faz sorrir quando a vejo
Quando descobrir talvez já nem sorria tanto

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

17° acto de auto-comiseração

Um sincero "obrigado" aos fãs assíduos.

Não percebo as pessoas
Não me percebo a mim

Não sei porque continuo a escrever
Se o que faço é aperceber-me dos meus erros
De uma maneira choramingas
E continuar a errar
Como se nada fosse
Como se não me tivesse apercebido

Faço promessas
Aos outros e a mim próprio
Pareço mal-educado
Mas sou só tímido
Pareço inútil
Sinto-me inútil
Só para ver se alguém me diz o contrário
Quem me dera ser útil
Para alguém
Para alguém concreto
Para alguém demasiado concreto

Sou picuinhas
Sou estranho
Tenho demasiada pena de mim
Não obtenho resultados
Mas nem sequer tento

Isto não está a ser nada poético. Estou só a dizer frases curtas, sem pontuação. É pena.

Mas vou continuar a escrever coisas
Vou continuar a ver filmes tristes
Vou continuar a ver séries de comédia
Tenho que experimentar ler
A ver se encontro algo que possa definir como "verdade"
Nem que seja por uns minutos
Até encontrar outra definição

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Ponto final, parágrafo

Se há coisa que me deixa infeliz
Se há coisa que me parece permanente
É o facto de quem sente e não o diz
Ficar atrás de quem diz e não o sente

De certo modo compreendo.
Se quem sente é evasivo
Quem diz, mesmo não sentindo,
Não precisa ser muito presuasivo

Felizmente, aparento
Não ser muito leviano
É pena, no entanto
Já ter preparado um plano

terça-feira, 10 de setembro de 2013

This Month, Day 10

A pedido vago trago
Novas para esclarecer
Que não defino nada
Embora concreto não deixe de ser

Apelido relacionado
Com o álbum novo dos CSS
Isto é só mais um dado
Pistas destas todo o mundo se esquece

Esqueci já os momentos passados
Em frente ao ecrã
Futuros talvez já realizados
Que eram para amanhã

Se há coisa que me aborrece
É ter memória curta
Nunca tive a benesse
De chegar ao fim do dia
E saber a quantas ia

Isto soou porco, vejam lá

De chegar ao fim do dia
E saber o que me pertencia

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Achas?

Sou stalker sem querer
Se há quem tenha medo
Não o tenha
Nem guarde segredo

Tenho dúvidas concretas
Tento mantê-las discretas
Mas não o aconselho a ninguém
Só me corrói

Já doeu mais
Agora aguento

Que isto de pensar se dói ou não
Só cansa
Que isto de ter esperança
Se calhar acaba com o verão

Com o outono vem
O perfume da chuva depois
O lume da fogueira
De uma tarde a dois

Uma tarde a mais
Do que era suposto
Dá gosto desgostar
É o que me aborrece mais

Vou buscar paus para atear
Deixa-me ser, não amar
Mandar achas para a fogueira
Não é coisa que queira

Mas é coisa que vai acontecer
Com demasiada frequência

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Não confiem nesta cena

Este deve ser o centésimo e pouco post
Tenho andado a ver os primeiros
E reparo que fui demasiado explícito
Vou tentar não o ser

Acho que sou invisível
Mas não confiem nesta cena
Porque é provável que esteja bêbedo
É provável que tenha mergulhado numa barragem que cheira a ranço
Há muitas coisas que sejam prováveis de ter acontecido
Embora não tenham acontecido

Continuo a invejar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Não sei se sorte ou azar
Mas permaneço a acordar sozinho de manhã

Esqueçam os últimos poemas
Se poemas sequer foram
Esqueçam todos os poemas
Pois estou numa fase de transição
Não compreendo esta união
Alto lá que estou a ficar concreto

Mas comecemos

Basicamente, tinha duas escolhas
Das quais nenhuma prefiro
Então o meu coração firo
Se esta é uma forma do verbo ferir

Uma delas compreendo que mal conheço
Apenas acho interessante e ideal
A outra faz-me rir
Faz sentido preferir
Conheço-a há 3 anos e tal

Mas depois aqueloutra
Que sabia não ter hipótese
Que pensava não ser hipótese
Aparece na minha vista
Chega ao topo da minha lista

Depois penso que qualquer uma chegaria ao primeiro lugar
Se houvesse indivíduo que não conseguisse largar
Por isso esqueço todas, basta um segundo
Para me aperceber que me falta explorar um mundo.

Isto foi demasiado concreto, mas a a mim que me importa
São 2 da manhã, daqui a nada abre-se a porta
E passa de quem estou a falar

Vou mas é dormir, isto ficou comprido
Mais que pensativo, fico fodido
Por nem em mim poder confiarp

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Analfabeto

Não sei decifrar mensagens subentendidas
Nem percebo porque é que isso existe
Mas a ideia que persiste
É que tenho que ser eu o sincero

Os ingleses chamam-lhe subtexto
Só me parece um pretexto
Para procrastinar porque sim
Um dia destes faço um motim

Mensagens subliminares
Submersas sem sentido
Só me deixam baralhado
Nunca sei se sou só eu
A tombar para o teu lado

Nunca soube ler sinais
Sabem que mais? Nem sequer quero
Enquanto espero pelo teu passo
Arranjo espaço preparo o meu

Passo que nunca darei
Nestas coisas sou coxo
O meu talento, viste-lo
A minha definição está no título

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Calos

Estou um bocado calejado
Daquilo que eu passei
De tudo o que eu dei
Em troca nâo recebo nada
Caminho pela estrada
Que foi a mais percorrida
Pelo menos tenho tido vida
Uma existência preenchida
Sei amar, quero, arrisco
Uso as palavras como isco
Para conversar, conhecer
Começar a convencer
Que quem comigo ficar
Não tem hipótese de melhorar

Bem, isto foi tudo mentira
E isso não é o pior
A certeza ninguém ma tira
Que nunca soube o significado do amor

Sempre que vejo alguém ao meu lado
Fico pensativo
Mas sinto o coração congelado
Nunca fiquei calejado
Nunca se torna significativo

No entanto, por vezes
Fecho os olhos antes de adormecer
Imagino a tua face rosada
Mesmo sem te ver há meses
Não sei o que fazer
Não tenho a certeza de nada

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Ping-pong

Parece estar a chover
Ou é um animal que faz este som?
É estranho, parece computadorizado
Não parece nada concreto
De qualquer modo já parou
Nunca saberei o que foi aquilo

Hoje olhei para o passado
E reparei, que bem que eu tenho estado
Já não sofro de propósito
Já não o proponho porque sim
Só proponho aliterações
Que bem que me sabe

Apesar disso continuo
Continuo sem ser gente
Não sei ser persistente
Apaixono-me aleatoriamente
Cada dia uma pessoa diferente
Além das duas habituais

É isso, sejamos concretos
Penso constantemente num par
Outrora trio, mas comecei a achar
Que só porque sorrio quando a vejo passar
Não é razão para me deixar acreditar
Que um futuro é fácil de criar

Então fico na cabeça
Com duas, deprimido
Coincidência, não só na cabeça, também nos ouvidos
Porque além de ainda não ter decidido
Não compreendo como fazer algo em relação a isso
Não tenho também a noção de compromisso

E passo a vida a ver séries
A acreditar que o que vejo é real
Que é fácil encontrar uma Dawn ou uma Pam
Com quem me dê diariamente e que me ame
Se vou começar a rimar com o inglês
É melhor ficar por aqui

E esqueçam o segundo verso da segunda estrofe.

domingo, 11 de agosto de 2013

Nada melhor

Dois dedos de conversa chegam bem
Para conhecer uma pessoa melhor que eu
Uma pessoa conhecida porque convém
Uma pessoa que até já desapareceu

Mas por muito que eu me esforce hoje em dia
Em tirar da cabeça o falso amor
Às vezes penso que não é coisa que me arrelia
Visto que não tenho nada melhor

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Parcialmente desintegrado

Se forem a ver, "ajo" é uma palavra caricata

Ajo como quem pretende
Enganei-me na tradução
Ajo como quem *finge
Faço já a correção

Mas basicamente sinto
Que não sou eu com as pessoas
Que me disfarço para pertencer
Sem sequer me aperceber

Apercebo-me depois
Nestas noites solitárias
Que passo acompanhado
E me lembro do passado

Não tenho solução
Continuarei deste modo
Vivo a vida descontraído
Pelo menos tenho sobrevivido

Apesar de ser fingindor
Sei que sou muito mais sincero
Que quem diz ter muito amor
E aqui sozinho espero

Wooowww.

Tinha saudades de fazer estas merdas em itálico.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

"nunca se sabeee!!!"

Prefiro ser promíscuo a prolífico
Se pudesse, proliferava por aí
Se pudesse prometer, não o faria
Porque confio cada vez menos em mim

Confio cada vez menos porque digo
Diariamente, "tenho que mudar"
Não só não mudo como aumento o tempo
Que passo preso em mim próprio a divagar

Há quem queira ver novelas
Creio nem querer tê-las
Percebê-las não pretendo
Mas o que isto faz é promovê-las

E não passa disto, peco pouco
Porque pouco é quanto eu quero arriscar
Pesco tão perto quanto posso
(Não, nem isso)
Nunca estarei pronto para tentar

domingo, 28 de julho de 2013

Segundo Epílogo

Isto não vai ser epopeia

No máximo será uma trama
Na qual sou única personagem
A efectuar a viagem
Não há cá conversa de cama

Com muita pena minha
O que fica para a história
É só a dor, não a glória
E uma ou outra paquiderme magrinha

Isto não é Mêda, bebé
Muito menos a Courtney Lavre
Uma mulher que em gomos se abre
E se esquece de quem é

Não sou psicólogo
Estou mais perto de animal
Tenho pena de haver ponto final
E não ter havido um prólogo

Mas agora mais a sério

O desalento começa a pairar
Quero manifestar contra os crimes
De não ter o amor como nos filmes
Nem o bisturi neste film noir

Mas se de repente tudo se move
Para o fim em alfama
Levanto-me da minha cama
Sou como os cães de Pavlov

Isto já nem fez muito sentido
Queria só prestar homenagem
A quem me faz fazer uma viagem
Com destino definido

Não pude sábado à tarde
Estou lá domingo à noite
Nem que por lá pernoite
Se for um pouco cobarde

Serei ninguém então
Já que ninguém pedia o encore
É pena é não saber de cor
As letras que vivem com consagração

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Inutilidade

Uma brisa nas costas
Dispostas a esfriar
Quanto é que apostas
Que daqui a umas horas
Começo a espirrar?

Não interessa, é passageiro
Daqui a nada acordo como novo
Não serei eu o primeiro
Nem serei o herdeiro
Só um elemento do povo

Vou ver um filme bom
A ver se isto passa
Não gosto do tom
Isto de não ter um dom
Faz de mim uma desgraça

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Férias #13

Mais um dia desperdiçado
Mais um dia sem fazer nada
Não apetece limonada
Não está assim tão abafado

Férias são médias a tender para más
Atender telefonemas de números desconhecidos
Fazer música só para os meus ouvidos
Música que nada de novo traz

Ainda não sei se houve catarse ou não
Mas de vez em quando penso nisso
Tenho que fazer um dia um compromisso
Um daqueles sem ser em vão

Em termos amorosos nada diferente
Já que isto está a parecer um diário
É isso, tem estado tudo ordinário
Só disse uma coisa no outro dia porque estava contente

Isto não é suposto ser nada de especial
É só para dizer que estou vivo

É que nem me lembrei de nada para rimar com "vivo"

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Pré-Catarse III

A pouca esperança diminui mais
Não sei entregar-me ao necessário
E se me entrego passo por otário
Estúpido, parvo e outros que tais

Esqueçamos isso, são coisas banais
Isto não é propriamente um diário
Dava-me jeito aqui um dicionário
Na conse arranjar rimas naturais

Mas faltam quinze horas para o futuro
Só aproveito duas p'ra estudar
Mais um pseudo-presságio para o fim

Isto está a tornar-se concreto, duro
É fazer rimas e tentar disfarçar
A dor de conhecer cedo o meu fim

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Pré-Catarse II

Um passo para a frente e dois p'ra trás
Faço um veneno só para o provar
Tomo-lhe o gosto e torno a tomar
As minhas decisões são sempre más

Só mais um esforço depois fico em paz
Só relativa tenho que mudar
Faltam dois dias para descansar
Até comprar uma alma a Satanás

Tenho receio do próximo ano
Dobro o número e ainda falta
Isto se tudo correr como quero

Se não correr não vou baixar o pano
Não vou estar naquele jornal de Salta
Mas também não faço uma à Antero

Pré-Catarse I

É bom este sonho enquanto durar
Mas se me esqueço de acordar cedo
Chego atrasado, não fujo ao medo
De me despedir antes de chegar

Se porventura conseguir ficar
Entenderei o que quer dizer ledo
Chego a horas, até levanto o dedo
Se algo não conseguir descortinar

Além disso falta o mais importante
Conhecer aquele alguém parecido
Que sem saber esteve sempre perto

Talvez tenha estado sempre distante
Mas por agora esqueço o bom partido
Torno literal o livro aberto

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Shaken, not stirred

Da direita
No referencial
Mais comum
Por aqui

Vem para perto
Perco o senso
Somente outrora
O conheci

Olá, bom dia
Sorrio, derreto
Ruborizado
Cumprimento

Até disfarço
Ninguém nota
À direita fica
Permanece

Permanece
Já sem metáfora
E tudo é bom
Por segundos

São momentos
Só momentos
Roedores
Do coração

Decoração
Barata
A maioria
Constata

Boa tarde, adeus
Boa tarde, a dois
Só resta depois
Todo o resto

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Gosto quando o destino me pisca o olho

Eu agradeço
É de boa índole

Mas nem tudo está nas suas mãos
Tenho que lançar outra vez o dado
Se tiver sorte ao jogo
Fica um paradoxo engraçado

Pensando que tinha que deixar isso
Que só assim deixava de sofrer
Lembro-me, esqueço o compromisso
Que tencionava fazer

Assim bateste à porta
Levanto-me para abrir
Vejo nos teus olhos a tristeza
Morta para me fazer sorrir

domingo, 16 de junho de 2013

Embaixador de mim

Nunca é tarde para ser
O que tentámos sempre parecer
Somos alguém
Que nunca fomos de facto

Não há tempo
Não há presente
Nem sequer se define o futuro
Por muito que a gente tente

Está bem, está bem
Já percebi, estou farto
Desisto antes de começar, é hábito
Ou talvez não.

Parem com frases feitas
São só frases feias
Não é por serem tão ditas
Que de repente se tornam bonitas

Mas fazem sentido quando não queremos
Quando queremos não há paciência
Muito menos há a decência
De tentar fazer sentido.

Não faz mal, mal não fez
Bem, nem faz diferença alguma
Mas como à terceira é de vez
Onde está a pergunta?

Pára, por favor.


quarta-feira, 29 de maio de 2013

Não metas a morfose

Estou a passear pela rua e, enquanto ouço o primeiro álbum dos Mogwai, transformo-me numa personagem que olha psicoticamente para as pessoas que passam. Isto pode parecer um bocado linear. Um bocado infantil da minha parte. Mas parece mesmo uma banda sonora adequada. Suponho que isto assuste sobejamente as pessoas, dado que também já passaram por mim indivíduos que me assustaram sobejamente com um olhar semelhante. Mas não há razão para se preocuparem. Esta personagem desaparecerá dentro de momentos, tal como a sua memória. Inventamos personagens diariamente para escondermos quem realmente somos. Mas serão essas personagens quem nós realmente somos? É que eu tenho controlo sobre esta personagem. Até lhe posso dar um nome. Uma história. Morrerá em breve. No entanto há personagens que rapidamente se tornam nas pessoas que as criam. E ninguém se apercebe disso. Até uma certa altura em que familiares e amigos dizem "eu já não te conheço.", seguida da altura em que a pessoa se apercebe que já não se conhece. E é aí que meia-hora de reflexão fazia falta. Mas não, vamos passar o resto da vida enganados.

Agora que descobriste o itálico não queres outra coisa.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Lonerism

Tenho as pernas tão quentes
Tenho as costas tão frias
E as pessoas ausentes
Outrora principiantes
Deixam passar os dias
Não fazem como faziam antes

Bem sei, a culpa é minha
Não sou ser social
Só sinto o que se avizinha
Se me dizem por fim
Não levem muito a mal
Mas eu sou mesmo assim

Sem vida, não convido
Não convida o aborrecimento
Acabo cedo reprimido
Sem ter sequer começado
Nem sequer tento
Não fui sequer convidado

Mas isto um dia muda
Digo isto mas talvez não
Porque só o consolo de uma miúda
Isto claro, hipoteticamente
Me levantaria do chão
Minha morada permanente

Porra, voltas sempre ao mesmo tu... Experimenta levantar a cabeça de vez em quando. E experimenta ver o mundo que está à espera de ser descoberto. Por ti. Cumps.

sábado, 25 de maio de 2013

Desilusão

Provar vinho
Ressuscitar
Sorver cerveja
Saber comunicar

Convidar, conviver
Numa noite tão nula
Pior que compreender
Quem bem não regula

Tanto verbo, que exagero
Digo adeus por agora
Vou ver se passa o desespero
Vou ver se a noite melhora

terça-feira, 21 de maio de 2013

Tosta mista

Só ontem me apercebi
Que por vezes sou cockblocker
No jogo do punjabi
O 2 é semelhante ao jóquer.

Sim, fiz um post só para referir estes dois factos.

Voltem às vossas vidinhas oh, tão interessantes.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Acho que isto vai soar a rap. Peço desde já desculpa.

Acho que é das aliterações. Mas o Úria também faz disso e às vezes faz sentido, por isso não me sinto muito mal. O Úria é um gajo fixe. Pelo menos é meu amigo do facebook.

Penso passando por Lisboa
Escrevo isto tudo tão à toa
Não ao tom dela como ela queria
Mas cria feitiços, fantasia

Não fiquei lá porque não me apeteceu
A noite rendeu menos do que prometeu
Prometo que amanhã vou lá permanecer
Para meter em ordem a missão, o meu prazer

Para onde quer que olho vejo publicidade
A estragar o pouco que resta desta cidade
Esta paisagem está cada vez mais encardida
E eu a pensar que isto era a terra prometida

Mas vá, falemos de amor, quebremos a cena
Sinto que esta vida nunca será plena
Enquanto quem eu quero aqui não aqui está
Fora isso a vida de estudante não é má

Copos, garrafas, mais copos devagarinho
Pousar só na manhã seguinte no ninho
Adquirir o conceito de estudar
Apenas quando os exames estão a chegar

Vou acabar mal, chegou o metropolitano
Amor é fixe, mas deve ficar só para o ano
Quero ir um dia a Itália ver a beleza
Ver o que existe na cidade de Génova

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Mais uma cena do amor, mais ou menos

Olá outra vez, e tal. Bem, pode parecer que estou prolífico, mas isto sou só eu a coçar as minhas comichões. Acontece aos melhores. E a mim também.
Mas vá, vamos directos ao assunto

Posso andar de metro com frequência
Posso apaixonar-me de vez em quando
Mas se há coisa que me leva a demência
E na qual infelizmente não mando
É cair aos teus pés outra vez
E encher a minha cabeça de porquês

Porque é que fiz isto?
Porque é que não o fiz?
Porque é que ainda insisto
Que és tu que me vais fazer feliz?
Basta o teu olhar numa fotografia
E eu sorrio logo, mas não queria

Depois escala muito depressa
Penso logo num futuro
Sozinho isso nem me interessa
Sozinho não sei se perduro
Mas contigo penso em crianças
Em campos verdes, sei lá, inventam danças

E dançamos nós também
De outra forma não faria sentido
Encontrei então alguém
Que me faz sentir correspondido
Embora seja um futuro risonho
Não passa de um mundo vivido num sonho

Do qual acordo com muita pena
Só para adormecer a seguir
Volto à paisagem serena
Não me canso de repetir
Ao menos soubesses que é para ti o que digo
Quisesses embarcar nesta viagem comigo

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Bieber Emo

Sou um Bieber Emo
Temo não ter mais nada que fazer
Que sofrer
Sobreviver
Sem me surpreender demasiado

Ser Bieber Emo
É um dado adquirido
Não permitido
Para quem quer parecer bem
Ou só parecer alguém

Se Bieber Emo
É ser mórbido e bicha
Ser sádico sem picha
Desisto de ser
Limito-me ao parecer

Já nem pareço Bieber Emo
Era só a cena do cabelo
Às vezes tento percebê-lo
Cresce mais com a idade
Ganha mais personalidade

Que eu, ex-Bieber Emo
É melhor fugir do conceito
Só de estar penteado a preceito
Esqueço cedo a feromona
Preferia fazer uma maratona

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Doutor Estranhoamor

De repente apaixonei-me
Talvez até já nem sinta nada
Mas aquele cruzar de olhos sorridente
Um cruzar curto e permanente
Cortou-me como uma espada
Afiada cortaria
Se há coisa que me atrofia...

Já nem me lembro bem da cara
Mas devia ser angelical
Para eu estar a tentar descrever
O que mal cheguei a conhecer
Nem cheguei a conhecer mal

Recordo vago o cabelo liso
Um pouco mais o sorriso
Que já assim chega para eu sorrir
Devia era ir dormir
A ver se o meu subconsciente
Tem a sua face bem presente
E a mete no meu sonho

É de cinema suponho
Dado que estava com o barbudo
Vê-la mais uma vez
Nem que seja daqui a um mês
É o que queria mais que tudo

Estou a ver que já disse demasiado
Só espero que isto não seja muito azeite
Isso e que ela não tenha namorado
Aquela que apenas conheço por (...)

Será que é agora que tudo muda?
A pergunta retórica frequente
Não chegará dizer
Que me apaixonei de repente

domingo, 28 de abril de 2013

Mais uma Crónica Ferroviária. Íamos em quantas?

Foda-se, olhem só aquele título! Não é todos os dias que vemos um "i" maiúsculo com acento! Se não pusesse pontos de exclamação isto faria muito mais sentido! Temos pena!

__________________________________________||________

Salto

Procurei por ti
Entre florestas, pinhais
Não te encontrei
Por ti nunca demais

Talvez não estivesses lá
É o que faz mais sentido
Eu não te dei a mão
Fiquei aborrecido

É cedo, já foi mais
Mais cedo não volta a estar
Mesmo assim vão sobrar coisas
Para amanhã procurar

______________||___________________________________

Ontem

Isto é só um ping-pong psicológico
Um Pyongyang mais ilógico

Uma Reiquejavique sem vulcões
Um rei que já vi que acumula funções

Acumula também cálculos
Biliares, renais
É o que dá não beber muitos líquidos
Ou beber outros a mais

Isto já foi demasiado longe
Mas o hábito não faz o monge

Por isso relaxo, descanso
Durmo oito horas, é saudável
Em suma, fico manso
E também vulnerável

_________________________||_________________________

Luta

A luta que vejo, luto
Disputo por alguma coisa
Aborto logo
Só porque me farto

A luta que vejo, trago
Estrago perdoando
Ninguém me segue quando
Luto por algo vago

O luto que vejo, sinto
Resultou de um nada exponencial
Já ninguém leva a mal
Quando solenemente minto

sábado, 20 de abril de 2013

30''

Atrasado atrasei-me
Apanhei o comboio à rasca
Apanhei o metro à justa
E o que mais me custa
É não vir pela estrada

Dizes que há amor
Mas não sei se hesito
Pouco sinto
Mais pressinto
Que o coração
É um recinto
E não permite expansão

Segue-se a exclusão
De metade de uma pessoa
A ver se há espaço
Mesmo que doa
Fica a sensação
De que valeu tudo a pena
Riscar tudo com um traço

Um tranço de bondade
Não me chega isso
Não chega a isso
Não chega a tanto
Tão pouco
Um traço de bondade

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Podreza de espírito sob uma lua de cimento

Capto emoções, sensações
Como se fizesse sentido
Faço de conta, faço pouco
Facilmente fico deprimido

Choro pelos cantos, dentro de mim
Não partilho com o mundo
Mantenho no mesmo sítio
O que me afeta lá no fundo

E nunca sai de lá
Nunca saiu, nunca sairá
A verdadeira dor de existir
Que nem é assim tão má

É não existir efetivamente
Pelo menos na plenitude
Mas tento integrar-me na mesma
Manter uma certa atitude

Capto emoções, sensações
Deito fora, não consigo
Acreditar no que é verdade
Basta bem o meu umbigo

Mas não é de propósito, penso
Demasiado, penso apenas
Gostava de sentir a sério
Mais que emoções pequenas

Mais do que rir, chorar
Porque sim, porque não
Porque nada faz sentido
Porquê, por que razão?

Acaba tudo, volta ao mesmo
Ou que nem chega a começar
O lamento do costume
Sem nunca o descortinar

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Química Analítica / Pedofilia

Apercebo-me antecipadamente
Que por muito que eu marre
Nunca hei de perceber a equação
De Henderson-Hasselbalch

A culpa é só minha, bem sei
O Segurado não é tão mau assim
Só no final da frequência saberei
Isto se sequer chegar ao fim

Não sei calcular o pH
Quer de ácidos quer de bases
Não sei o que é um tampão
Citando o Taveira: "Estudasses!"

Ui, uma citação
Agora a porra ficou séria
Além disso, a exclamação
Era fixe era saber a matéria

Não sei deduzir uma equação
Nem sei quais tenho que deduzir
Tenho um feeling que a solução
É o Segurado seduzir
Não sei se ele está virado
Muito para este lado
Mas era um fail e não um win
Neutralizar-lhe a solução
If you know what I mean.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

só mais cinco minutos

Estou perdido neste mundo
Que não só é meu como não
Que não só é mau como são
As pessoas na rua que olham de lado

Para quem fez tudo
Para não ter nada
Vida à rasca, mal passada
Menos na tasca, bem regada

Mal regada é a flor que brota
Por entre as pedras de uma calçada
Mesmo assim tem força, a marota
De aparecer onde não é chamada

E depois cortam-na
Sem dó nem piedade
Porque é a ré que assume a vontade
De ser onde não devia ser

Ser, existir
Morrer, dormir
Pertencer a algum lugar
Para acordar, arrepiar

Para abalar a fugir
Recordar, recortar
Partir é ficar
Se esquecer já é sumir

Em suma, concluo
Pena a da pobre cativa
O pior de uma flor estar murcha
É ainda estar viva.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Recordações

São folhas
Rasgadas
Cosidas
Mal coladas
Encadernadas
Raramente
Só sabe
Quem sente
Bem quente
O coração
Lembrando
A paixão
Do chão
Saí agora
Ao chão
Volto já
Milénios após
Nunca, tarde
Cedo é
Pouco se arde
Muito será
Se ficará
Sempre a pé
Ao pé das mãos
Os talheres
Cortam, ferem
As mulheres
Quer errem
Ou acertem
Erguem tudo
Assim do nada
E desparecem
Sem dizer nada
Fazem tudo
O que querem
Sem querer

São escolhas
Erradas
Comidas
Enlatadas
Estragadas
Assim, ausente
Não cabe
Na mente
Demente
Caixão
Enterrando
O perdão
Já são
Dez para a uma hora
Se são
Vem cá
Coisa atroz
Quando arde
Perde-se a fé
Nunca é tarde
A noite cairá
Não assim tão má
Pelo menos até
Chegarem os irmãos
E suas mulheres
Se os comerem
Não chegam os talheres
Quer eles ferrem
Ou despertem
Fico mudo
Sigo a estrada
Aparecem
Desorientada
É o Entrudo
Percorrem
Sem o fazer

Estou claramente aborrecido e/ou a ter sentimentos.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Fazes falta, faço-te eu

Eu não o encontro
Porque ele não me encontra a mim
Não sei se haverá um dia o fim

Sei que será apenas
Quando não estiver à procura
Que se vai aclarar
A parte outrora escura

Excluindo a brancura
Busco aquilo que penetra
Mais aquilo que perfura
Não deixa marca visível
Mas um sabor irresistível

Nos lábios gretados
Molhados, salgados
Como na têvê, ou uma cena assim

Já me perdi, isto até estava a correr bem, acho eu.
Mas vá, vou tentar ser aleatório e rimar
E há-de haver um maluco daqui a 50 anos que diz que isto faz sentido.

Ter inveja de uma pessoa
Por ser quem não é
Seja quem seja
Boa pessoa não é

Aleija
Deixa culpa
Desculpa fruta
Pêra ameixa
Espera pela tua deixa

Deixa estar
Preciso de pensar
Em ter algum siso
Preciso de um largo sorriso
Amargo é o teu
Quem é que morreu?

De doença cardiovascular
Não te custa pensar
Se ele também pensa
Curas a tristeza
A beleza de amar
O amor aturas

Não tenho veia poética
Muito menos tenho a estética
Cheia de erros meio sintáticos
Sintéticos, são erros práticos

Na prática, é hoje que me estico
Raramente pratico assim
Foge que ainda te apanho
Nem que chores baba e ranho
Não deixo que saias de perto de mim

Fazes falta
Faço-te eu
Salta os dias que ele se esqueceu
De má companhia já sofri
Não foi por isso que desisti



́̚͝͠ ̷̧̢̛͖̤̟̺̫̗͚̗͖ͪ̏̔̔̒́ͥ̓ͫ̀ͤ̇ͥ ̡̊͛̇ ͫ̉ͦ̊̀̔ͧͮ͆̽ͦͩ͋̌͗̚̚҉̵͖̟ 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

um excerto de um caderninho

"(...)
Se tenho que me esforçar não vale a pena.
E infelizmente é assim que eu penso acerca de tudo na vida.
Era bom conhecer uma rapariga e olharmos um para o outro em simultâneo, só para depois tirarmos os olhos um do outro.
Só para olhar timidamente outra vez e sorrir como se tivesse havido algum significado naquela situação.
Isto porque teve.
Teve todo o significado.
Se um de nós tivesse coragem para iniciar um diálogo com o outro, talvez fôssemos conhecer a nossa alma gémea.
Se tal coisa existe.
Porque íamos ter tudo em comum.
Menos um pormenor.
Um pormenor que apesar de não conseguir definir, talvez consiga quantificar.
Demasiado.
Esse pormenor irritaria um de nós de tal forma, que um "foi um prazer conhecer-te, vemo-nos um dia" estaria a disfarçar um "odeio-te por causa disso", que seria efetivamente um "odeio-me por te odiar por causa disso.
Ou então não íamos ter assim tanto em comum, mas íamos continuar a ter aqueles olhares e sorrisinhos contínuos, que quando pensássemos em apaixonar-nos um pelo outro já estaria demasiado implícito nesta história que isso ia acontecer.
Já estava desde o início da história.
E chegaríamos a casa nesse mesmo dia e olharíamos para o céu através de uma janela qualquer para ver que alguma coisa que faltava, de repente já não falta.
E só agora nos apercebíamos que faltara essa coisa anteriormente.
Ou outra metáfora qualquer para dizer que o amor existe.
(...)"

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

no, no

Isto costuma estar em Verdana?
Parece-me grande demais
Será Georgia?
Também é estranho
Vou experimentar o Verdana
Mas mais pequeno
Parece-me bem, mas não tenho a certeza
Quer dizer, o Arial é o mais comum
Talvez normal já fique bem
Não-me parece
Vou então por o Verdana mais pequeno
Sempre gostei do Verdana

Anyways

Há pessoas que não aprecio
Porquê? Não sei
É mais provável ser mesquinhice minha
Que atitudes dessas pessoas
Porque se for a pensar bem
Essa gente nunca me fez nada de mal
Nunca falou mal de mim
E até são simpáticos comigo

Se calhar são simpáticos
Do mesmo modo que os maus das séries
São simpáticos
E assim os vejo
Por ver muitas séries
Interpreto-os como sendo maus
Nem sei em que perspetiva

E depois há gente que aprecio
Apesar de nem conhecer bem essa gente
Quer dizer
Apesar de não conhecer essa gente
Vejo-os a pôr coisas com que me identifico
No facebook ou no tuíter
E penso que era engraçado que fôssemos amigos
Para partilhar-mos coisas
E rirmos até à exaustão

Porque não?
Porque para mim a vida só tem sentido
Se for passada a rir
Chorar só faz sentido
Quando não há mais nada a fazer sentido
Mas para tudo o resto
O meu destino é rir, ou só sorrir
E cair no chão a rebolar

Como rebolam os meus pensamentos
Algures no meu cérebro
Mais à frente, ou mais atrás
Mas estão lá todos, de certeza
E quase sempre tento tirá-los de lá
Para darem uma volta, espairecer
Tento fazer isso aqui
Mas também há alguns que oprimo

Pensamentos de raiva desnecessários

Estava-me agora a apetecer fazer uma lista de pensamentos e talvez mais coisas nos 7 versos seguintes e noutras estrofes que viriam, mas estou com sono e está-me a apetecer dizer que tenho um post novo
Por isso Deixo-vos com mais umas 4 fontes

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A Saga do Cálculo Infernal - Episódio 2 - O Confronto

Esqueci o aquecimento
Fraquejei
Pensava que tinha tempo
Mas mal tentei
Neste momento sinto-me
Um sacana sem lei
Mas sem metade da força
Ainda por cima engordei

Subestimei-te tanto
Ó deusa ancestral
Sobrestimei-me a mim
Menos que mero mortal
Espero ter a humildade
Para encarar força tal
Daqui a 365 dias
Quem sabe, na época normal

De qualquer modo
Apesar de não estar pronto
Vamos por uma vírgula
No que devia ser um ponto
Com sorte acaba tudo
E dará origem a um conto
De qualquer modo venha ele
Venha então o confronto

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A Saga do Cálculo Infernal - Episódio 1 - O aquecimento

Já não me lembro de nada
Do que tinha aprendido
Se sequer aprendi algo
Está tudo esquecido
Não fico chateado
Talvez arrependido
Porque dantes era sábio
Fazia sentido

Tenho tido vontade
De pôr tudo a um canto
Desistir por agora
Mas qual não foi meu espanto
Uma réstia de esperança
Já é mais que tanto
E vejo que ela existe
Quando me levanto

Prepara-te velho amigo
Tenho armas que invento
Mais que letras e números
Tenho o sentimento
Mas tenho arestas a limar
Para isso o processo lento
Há quem lhe chame loucura
Eu chamo aquecimento

sábado, 26 de janeiro de 2013

Ó fim, é um princípio qualquer!

Começar o dia
Começar o ano
Com isto
Mais valia baixar já o pano

Não queria causar
Qualquer tipo de dano
Mas a bondade
Não está inerente ao ser humano

Porque ser humano
Não é menos que ser estúpido
Se há coisa que não é exdrúxula
É a palavra cupido

Já que falamos disso
Ele não me tem atingido
Não é que não queira
Mas não tem querido

É quando fecho os olhos
Que se acende a luz
E quando os abro
Nada equivale
Àquilo que a realidade
Realmente reproduz

Cores são cheiros
Cheios de ruído
Doce
Mas rói-me o sentido

Perdido estou
Perdido permaneço
Nem à cama subi
Nem à cama desço

Perco-me de próposito
Nem me apetecia ter desabafado
Mas penso por vezes que a raíz de índice sete
É mais que um passado engraçado

Transitado para o tema em questão
Já é história por aqui
Cometer erros na transição
É algo que nunca me esqueci

Se fosse só na transição
Ainda com mil diabos
Mas de quando em vez faço questão
De ter procedimentos errados

Ano novo
Vida antiga
Já disse muito
Não sei mais que diga

Sempre que vejo um princípio qualquer
Nem penso, rezo, faço figas
Smooth não é o meu nome do meio
Desamigo amigas

O fim não tem fim
Não só porque não chega
Mas porque não é suficiente
Para acabar

Bem, isto estava a correr bem
Mas agora não rimou
Muito menos fez sentido

Já estou só a descrever
E a diminuir o número de estrofes

Mas estava a ser giro, não estava?

Sou suspeito, mas acho que sim

E com desabafos subtis lá pró meio e o caraças

Boa maneira de começar 2013 por aqui

Mas isto estraga

Anyways

We out.